EDITORIAL
Uns como civis,
outros militares,
de todos os continentes
e cores, feitios,e ideologia
, de um lado ,de ambos, ou
do outro lado da barricada,
ou de nenhum dos lados...
Este é o espaço de todos os que
em algum tempo da sua vida comungaram passageiramente, ou enraizadamente do solo e cultura do ex-ultramar lusitano...
do brasil a timor, de macau à india...
Na crisa do sol e da chuva,
da lua e da brisa do mar,
comungamos todos esse olhar sem fim
de esperança na Humanidade...
DESERDADOS DA FORTUNA...
Refractários talvez...
DESERTORES? NUNCA !!!
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rádio pinóquio
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
O TRONO
O TRONO
Quando se escolhe alguém em sufrágio universal ou secreto e particular, há sempre algo que se perde e algo que se recebe. Muitas vezes recebe-se traição, ingratidão, sofrimento, dor , e incompreensão, outras liberdade, respeito, fidelidade,carinho, ternura, gratidão, alegria e felicidade…
O Trono é a representação pictórica daquilo que temos de mais sagrado na vida comunitária. Delegar poderes e funções, respeitar o próximo, confiar nos outros a rex pública… Dar poder a alguém para que trate de algo que é de todos ou de cada um.
Aproxima-se um período de eleições onde seremos todos chamados a escolher quem vai por um certo tempo ser o nosso elemento que vai sentar no Trono. Há eleições para a Assembleia da República, de onde resultará a escolha e indigitação do Primeiro Ministro que será feita pelo Presidente da República que vai cessar funções. E vai haver eleições para um Novo Presidente da República … Significa que à parte a escolha para Primeiro Ministro que será feita por quem já está sem legitimidade política para tal , os demais serão indubitavelmente representantes legítimos do Povo, que poderão ou não trair o seu eleitorado e fazer a sua desgraça ou a sua felicidade.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Como eu vejo ÁFRICA
Há cerca de 50 anos África era para o europeu comum,o continente do canibalismo, dos homens( a quem se resolveu chamar pretos e que de pretos só o cabelo o é às vezes, por contraposição aos outros homens a quem se chama branco e que de branco t~em os dentes e ás vezes o cabelo) que furavam o nariz e colocavam ossos a adornarem tal como na Europa furavam as orelhas das crianças para adornar com brincos.
Hoje África continua a ser o continente misterioso. Fala-se mais de África na Europa que no próprio continente…São as constantes lutas pelo poder em jovens nações africanas.É o golpe de estado que depôs um partido único e colocou lá outro ditador de outro partido único, é a internacionalização dos conflitos tribais ou raciais e até religiosos, a fome, a seca… É em suma o tentacular hegemonismo inglês em África – o crescente imperialismo americano –norte, centro e sul americano- , o imperialismo económico-estratégico-ideológico do que restou da União Soviética ,o “despertar” da China em África, as tentativas imperialista francesas, o Neo-Colonialismo e as novas nações de expressão portuguesa…
E o europeu fala de África, sem nunca lá ter nascido, sem nunca ter sentido a sede do deserto, o calor dos trópicos,sem nunca ter gozado o prazer duma chuvada morna a deslizar pelo corpo quente no meio das cinzas duma”queimada”…E o prazer de roer uma mandioca leitosa, ou saborear um caju vermelho, correndo descalço pelo capim atrás de um “bico-de-lacre” …E o europeu comum fala de África sem conhecer as suas gentes, os seus costumes, os seus valores…embalado no cantar do rouxinol informativo dos massmédia, que muitas vezes nem são rouxinóis, nem informativos…
África significa e sempre significou para mim, que lá nasci e lá vivi, liberdade,amor, dedicação,paz e fraternidade.Sei que a África de hoje é conotada com o ódio, racial, tribal, religioso, mas tudo isso foi importado, quer do burguesismo decadente euro-americano (norte-centro e sul) ,quer do pseudo socialismo democrático e também decadente.
África encontra-se-á na Africanização, na “Negritude”. Tal não significa o domínio ou hegemonia racial, pois África é hoje, e sempre foi, um Continente “multirracial” por excelência.
A Grande Dificuldade que não permite África significar África, encontra-se no facto da debilidade económica, motivada pela precipitação dos movimentos independentistas, pelo abandono e falta de cooperação dos antigos países colonizadores,pelo boicote e pressão das multinacionais, e do imperialismo internacional. Mercê da falta de quadros e insuficiência tecnológica,os novos países não se libertam dos jugos do imperialismo e do neo-colonialismo… Este estado de coisa faz surgir uma nova burguesia africana –normalmente negra ou crioula – acentuando ainda mais as lutas de classes,e a exploração, dividindo de morte os africanos mais pobres, enquanto os senhores das multinacionais e companhia se banqueteiam, sugando, sugando… Por vezes O ESTADO ou a Justiça desses novos países e até as organizações não governamentais, tentam pôr cobro a situação, com julgamentos, prisões, e até alguns usam a pena de morte com execuções exemplares por corrupções, mas cada dia a “burguesia africana” se torna mais poderosa e O GOVERNO receia tomar medidas impopulares mas necessárias em virtude das fragilidades dos partidos únicos que tomaram o poder e da sempre crescente popularidade do partido opositor que até possui poder bélico e apoios internacionais,ou se encontra já no “maquis” ou no pais vizinho… A par destes subsistem ainda os derivados da chamada “herança colonial”: a continentalidade ,ou macro territorialidade impossíveis de controlar efetivamente, a falta de contacto com o mar, a inexistência de vias de comunicação, os problemas tribais e raciais, os conflitos de fronteiras, etc.
Não basta clamar solidariedade, é necessário compreender-se a sério e a fundo…Não basta clamar injustiça, é necessário saber quem, como, porquê, quando,onde e as suas consequências…
Deixai os africanos identificarem-se com eles próprios,com a sua cultura, com a sua personalidade colectiva , e fundamentalmente que encontrem a sua VOCAÇÃO UNIVERSAL, e toda a Humanidade lucrará com isso.
(texto atualizado de um rascunho de há 20 anos )
Póvoa de Varzim, 1 de Abril de 2015
Renato Gomes Pereira
Como eu vejo ÁFRICA
Há cerca de 50 anos África era para o europeu comum,o continente do canibalismo, dos homens( a quem se resolveu chamar pretos e que de pretos só o cabelo o é às vezes, por contraposição aos outros homens a quem se chama branco e que de branco t~em os dentes e ás vezes o cabelo) que furavam o nariz e colocavam ossos a adornarem tal como na Europa furavam as orelhas das crianças para adornar com brincos.
Hoje África continua a ser o continente misterioso. Fala-se mais de África na Europa que no próprio continente…São as constantes lutas pelo poder em jovens nações africanas.É o golpe de estado que depôs um partido único e colocou lá outro ditador de outro partido único, é a internacionalização dos conflitos tribais ou raciais e até religiosos, a fome, a seca… É em suma o tentacular hegemonismo inglês em África – o crescente imperialismo americano –norte, centro e sul americano- , o imperialismo económico-estratégico-ideológico do que restou da União Soviética ,o “despertar” da China em África, as tentativas imperialista francesas, o Neo-Colonialismo e as novas nações de expressão portuguesa…
E o europeu fala de África, sem nunca lá ter nascido, sem nunca ter sentido a sede do deserto, o calor dos trópicos,sem nunca ter gozado o prazer duma chuvada morna a deslizar pelo corpo quente no meio das cinzas duma”queimada”…E o prazer de roer uma mandioca leitosa, ou saborear um caju vermelho, correndo descalço pelo capim atrás de um “bico-de-lacre” …E o europeu comum fala de África sem conhecer as suas gentes, os seus costumes, os seus valores…embalado no cantar do rouxinol informativo dos massmédia, que muitas vezes nem são rouxinóis, nem informativos…
África significa e sempre significou para mim, que lá nasci e lá vivi, liberdade,amor, dedicação,paz e fraternidade.Sei que a África de hoje é conotada com o ódio, racial, tribal, religioso, mas tudo isso foi importado, quer do burguesismo decadente euro-americano (norte-centro e sul) ,quer do pseudo socialismo democrático e também decadente.
África encontra-se-á na Africanização, na “Negritude”. Tal não significa o domínio ou hegemonia racial, pois África é hoje, e sempre foi, um Continente “multirracial” por excelência.
A Grande Dificuldade que não permite África significar África, encontra-se no facto da debilidade económica, motivada pela precipitação dos movimentos independentistas, pelo abandono e falta de cooperação dos antigos países colonizadores,pelo boicote e pressão das multinacionais, e do imperialismo internacional. Mercê da falta de quadros e insuficiência tecnológica,os novos países não se libertam dos jugos do imperialismo e do neo-colonialismo… Este estado de coisa faz surgir uma nova burguesia africana –normalmente negra ou crioula – acentuando ainda mais as lutas de classes,e a exploração, dividindo de morte os africanos mais pobres, enquanto os senhores das multinacionais e companhia se banqueteiam, sugando, sugando… Por vezes O ESTADO ou a Justiça desses novos países e até as organizações não governamentais, tentam pôr cobro a situação, com julgamentos, prisões, e até alguns usam a pena de morte com execuções exemplares por corrupções, mas cada dia a “burguesia africana” se torna mais poderosa e O GOVERNO receia tomar medidas impopulares mas necessárias em virtude das fragilidades dos partidos únicos que tomaram o poder e da sempre crescente popularidade do partido opositor que até possui poder bélico e apoios internacionais,ou se encontra já no “maquis” ou no pais vizinho… A par destes subsistem ainda os derivados da chamada “herança colonial”: a continentalidade ,ou macro territorialidade impossíveis de controlar efetivamente, a falta de contacto com o mar, a inexistência de vias de comunicação, os problemas tribais e raciais, os conflitos de fronteiras, etc.
Não basta clamar solidariedade, é necessário compreender-se a sério e a fundo…Não basta clamar injustiça, é necessário saber quem, como, porquê, quando,onde e as suas consequências…
Deixai os africanos identificarem-se com eles próprios,com a sua cultura, com a sua personalidade colectiva , e fundamentalmente que encontrem a sua VOCAÇÃO UNIVERSAL, e toda a Humanidade lucrará com isso.
(texto atualizado de um rascunho de há 20 anos )
Póvoa de Varzim, 1 de Abril de 2015
Renato Gomes Pereira
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de junho de 2014
ARGIVAI-ONLINE: PARABÉNS À MONARQUIA ESPANHOLA
Recados àqueles que querem subir na vida à custa dos outros...Ninguém é parvo todos sabem quando lhe pisam os calos! Uns berram, outros, N?o...,por isso: Aqui manda o Pecus!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
PÁSCOA- PERDÃO- RECONCILIAÇÃO
A Páscoa é época de Perdão e de Reconciliação...Claro que Perdão implica uma Confissão ,ou admissão do mal feito ao Próximo, com uma tentativa de Redenção ou Compensação pelo Mal feito... Devolver ao outro aquilo que indevidamente se apropriou, tentar minorar no outro o sofrimento que lhe foi infligido, etc... Claro que estamos a falar do MUNDO DOS HOMENS...E se queremos dar aos outros devemos dar do que é nosso e não do que é dos outros... è muito fácil Brincar à Caridadezinha, fazer de conta que se ajuda os Pobrezinhos, quando se retira aos pobrezinhos o emprego , a casa, o trabalho e muitas vezes até o seu salário....
quinta-feira, 10 de abril de 2014
À MORTE DE LUANA
À MORTE DE LUANA
Só ?
Eu não estou só !
Caminha a Certeza comigo!
O rumo certo conheço-o
A Liberdade sei onde encontrar…
A Paz e o Amor ?
Um dia, numa madrugada quente…
…quando estiver debaixo de uma marmórea laje…
Eu não estou só, meu amor…
O músculo propulsor bate em meu peito,
pulsando ritmadamente…
…e o meu sangue é quente.
A Lua para mim nada é que um planeta rochoso
onde sei que não habita Cupido.
A Tua morte , amor, naquele dia…
De que lado estás quando me deito ?
Que lugar ocupas que não te apalpo?
O teu silêncio:flor, eu não te sinto…!!!
Só?!
Sim eu estou só…
Até à madrugada quente,numa marmórea laje…
E eu sou Livre!
Voo até à Eternidade e regresso…
Que eu não sei se existo,
ou se estou só!
A Eternidade é nada,
tudo,
ou tudo e nada ???
Naquele dia, na tua morte,
eu não chorei,
que tu não morreste…
E eu,
Não estou só ! Sei que
não morremos…
Coimbra,17 de Setembro de 1980
Renato Gomes Pereira