EDITORIAL
SOMOS MUITOS...
Uns como civis,
outros militares,
de todos os continentes
e cores, feitios,e ideologia
, de um lado ,de ambos, ou
do outro lado da barricada,
ou de nenhum dos lados...
Este é o espaço de todos os que
em algum tempo da sua vida comungaram passageiramente, ou enraizadamente do solo e cultura do ex-ultramar lusitano...
do brasil a timor, de macau à india...
Na crisa do sol e da chuva,
da lua e da brisa do mar,
comungamos todos esse olhar sem fim
de esperança na Humanidade...
DESERDADOS DA FORTUNA...
Refractários talvez...
DESERTORES? NUNCA !!!
Uns como civis,
outros militares,
de todos os continentes
e cores, feitios,e ideologia
, de um lado ,de ambos, ou
do outro lado da barricada,
ou de nenhum dos lados...
Este é o espaço de todos os que
em algum tempo da sua vida comungaram passageiramente, ou enraizadamente do solo e cultura do ex-ultramar lusitano...
do brasil a timor, de macau à india...
Na crisa do sol e da chuva,
da lua e da brisa do mar,
comungamos todos esse olhar sem fim
de esperança na Humanidade...
DESERDADOS DA FORTUNA...
Refractários talvez...
DESERTORES? NUNCA !!!
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rádio pinóquio
quarta-feira, 13 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Aguardando Justiça...

Fonte: http://retornados.home.sapo.pt/
(adaptação e imagem da autoria do blog)
(adaptação e imagem da autoria do blog)
A CHEGADA
Foi num 10 de Junho do ano de 1975
(Dia da Raça ou de Camões, como queiram),
data em que pisaram, pela primeira vez, a terra portuguesa, ficando a traineira Bengo abandonada e triste, apodrecendo num cais de Lagos.
A Capitania recolheu os refugiados.
Foi então que ouviram a nova palavra Retornado,
escrita numa guia, passada pelas autoridades,
para se apresentarem em Lisboa
no IARN [Instituto de Apoio aos Retornados Nacionais]
recém-criado pelo governo português de então,
para Apoio aos refugiados que chegavam, diariamente,
das Ex-colónias portuguesas de África.
Danny chamaram-nos de Retornados?
Quem?
Aquele marinheiro da Capitania, o de boné sebento,
barba por fazer e cravo encarnado no peito da farda!
Esse mesmo!
Sou refugiado e não Retornado dizia-lhe o Malaquias, bastante aborrecido!
Nem sou de cá!
Não nasci em Portugal!
Sou de Angola, de Lobito!
Refugiado e funcionário de Portugal, SIM...
Uma velha camioneta, estacionada debaixo de uma frondosa árvore, ia partir para Lisboa. Entraram. A viatura ainda tinha lugares vagos e iria parar, sucessivamente, na Vila do Bispo, Aljezur, Sines e Alcácer do Sal, antes de rumar para o IARN.
Danny observava a cidade através da janela da velha camioneta,
que largava para o ar uma densa fumarada negra.
Todos os passageiros estavam calados e espantados com o que viam.
Passaram por uma das ruas de Lagos, onde decorria uma manifestação do PC, no meio de bandeiras encarnadas e cartazes:
Mais nenhum soldado mais para África,
Portugal para os portugueses,
África para os africanos
O Malaquias assim falou ao companheiro:Isto está mau, caro amigo, penso que pior que Angola donde saímos, há já algumas semanas...
O motorista da fumegante e velha camioneta, rangendo os dentes, abrandou a marcha e viu-se engolido e forçado a parar junto a uma esplanada, para deixar avançar o desfile, cujos manifestantes entoavam, cedenciadamente, as tais palavras de ordem.:
o povo unido jamais será vencido...
Ao verem a camioneta com as letras do IARN,
os manifestantes e os circunstantes tomaram mais ânimo e desataram aos berros:
Seus colonialistas vão mas é para as vossas terras! Correram connosco de lá e agora vêm tirar os poucos empregos que temos para os nossos filhos...
O motorista, de barba de vários dias, camisa bem suada nos sovacos e boné descaído sobre a testa, animado pelo ruído da rua, foi comentando, enquanto palitava os dentes ainda com bocados do pastel de bacalhau comido na tasca do tio Zé:
Pois é verdade! Já éramos poucos aqui e agora passo os dias a levar esses malandros dos retornados para o IARN, em Lisboa. Para os nossos filhos, os desta terra, nem uma camioneta para irem para as escolas, aqui a dois passos...
Malaquias, mesmo sem querer, entrou na conversa:
Olha, senhor motorista, se vocês tivessem feito uma descolonização “exemplar” e não um simples abandono das colónias ao bicho-homem, nós não estaríamos aqui, agora, entende!
O motorista desviou-se de um caixote de tomates, caído no pavimento, e não deu resposta ao seu interlocutor com a face queimada pelo mar, para bem de todos os passageiros já inquietos com o tom da conversa...
Entretanto, a manifestação política deixara a rua livre e concentrava-se, agora, na Praceta da Revolução, previamente preparada com altifalantes, tribuna de tábuas pregadas e bidons. A camioneta conseguiu seguir viagem pela marginal, com o mar à esquerda e as praias cheias de veraneantes, pois decorria o mês de Junho do ano de 1975.
autoria dos textos:
ADRIANO DE ALMEIDAGOMINHO
[narrativa 1975-2005]
Jubilado da Aviação Civil, em Portugal
Ex-administrador em Timor,
Estudante do IV ano de Direito, em Lisboa.
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DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR
ou GAIVOTAS QUE VOAM
[RETORNADOS DAS EX-COLÓNIAS]
E-BOOK - EDIGOMO
LISBOA,1999/2005
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a guerra civil de angola,
retornados
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
NO JORNAL a letra escura…
No Jornal a letra escura
ontem a três colunas dizia
não sei se verdade ou utopia,
podíamos entrar em ditadura.
Só não caí da cadeira
porque não era velha
mas ao pulo que dei
ela ficou de que maneira!!!
Podíamos entrar em ditadura…
“mas que grande diabrura”!!!
Quem foi o da ideia
que pôs o dedo na queimadura ????
Ngola Gomes
in poesia incontinente
Luanda 15 de Fevereiro de 1975
segunda-feira, 20 de abril de 2009
MEU PÉ DE JINDUNGUEIRO
O MEU JINDUNGUEIRO
No sacrificio das vidas se mantém
uma ditadura
ou duas
Com lágrimas de diamantes
ou petróleos de sangue...
O meu pé de Jindungueiro
lá ficou
no Sambizanga...
Cá -fico eu
aqui
e agora
descalço
de uma Terra
e um País
e um País
Que é
chinês,
russo
ou americano
mas que
nunca mais será
verdadeiramente
africano ...
verdadeiramente
africano ...
...Como eu Sou
e o meu Jindungueiro!
Renato Pereira - ngola gomes in
Poesia Incontinente
JOÃO SOARES

"Visita que fiz um ano depois ao local do acidente, Jamba Angola."
"Um pouco mais de sol - eu era braza,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão...
Tudo esvaído.Num baixo mar enganador d espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor ! - quasi vivido...
Mário de Sá-CarneiroPoemas Completos
PALAVRAS DO DR JOÃO SOARES ...
Fonte:
"E caiu mesmo ! Em Setembro de 1989, o avião em que eu seguia caiu em Angola. Caiu mesmo. E essa foi, penso que não o tomarão por excesso se o afirmar, uma experiência única. Aquilo que se designa comumente por uma experiência marcante. Algo que não alterou a minha forma de estar, ou de ver este mundo que é o nosso. Mas ajudou a compreender melhor certas coisas e, sobretudo, destinguir muito melhor e mais rapidamente o essencial do acessório. Por isso me parece importante que no quadro de notas breves sobre a minha vida haja um traço sobre este momento especial. Ou melhor sobre o momento ele próprio e o que se lhe sucedeu. Será esta, mais do que em qualquer outra, uma página em construção permanente. Até porque não tenho, sobre esta matér
"E caiu mesmo ! Em Setembro de 1989, o avião em que eu seguia caiu em Angola. Caiu mesmo. E essa foi, penso que não o tomarão por excesso se o afirmar, uma experiência única. Aquilo que se designa comumente por uma experiência marcante. Algo que não alterou a minha forma de estar, ou de ver este mundo que é o nosso. Mas ajudou a compreender melhor certas coisas e, sobretudo, destinguir muito melhor e mais rapidamente o essencial do acessório. Por isso me parece importante que no quadro de notas breves sobre a minha vida haja um traço sobre este momento especial. Ou melhor sobre o momento ele próprio e o que se lhe sucedeu. Será esta, mais do que em qualquer outra, uma página em construção permanente. Até porque não tenho, sobre esta matéria, querido falar muito... "
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savimbi
quarta-feira, 15 de abril de 2009
QUITEXE -história

com o devido respeito pelo autor e visados deste texto apenas o reproduzimos por motivos informativos e históricos...
retirado do blog http://quitexe-historia.blogs.sapo.pt
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Cemitério
Trago hoje duas fotografias de lápides que existiam no cemitério do Quitexe e que evocavam, uma, os mortos no dia 15 de Março de 61 e a outra os militares portugueses, todos sepultados naquele cemitério. Estas fotografias foram retiradas do site http://ultramar.terraweb.biz/, não estando identificado o seu autor, a quem agradeço.
O que mais impressiona são as crianças!
Laura de Jesus Soares da Ressureição - 4 anos
Luiz Osvaldo Fernandes Corrente - 5 anos
José Manuel Cebola Guerreiro - 6 anos
José Luiz dos Santos Albuquerque - 7 anos
Humberto Romano de Freitas Silva - 8 anos
Maria Emília dos Santos Albuquerque - 9 anos
Ilda dos Prazeres Soares
Adelina (?) da Conceição das Dores Teixeira Fernandes
Umbelina dos Santos Carmo
Joaquina de Jesus Guerra Borges
Maria Coelho Guerreiro
Maria Cesaltina Pires Ferreira
Esposa de António Mendes
Mário da Ressureição
Carlos Taylor Corrente
Manuel Maria Gurreiro Mendes
Henrique do Nascimento Pires
José Poço
António Mendes
Vieram morrer tão longe da sua terra!
publicado por Quimbanze às 21:45link do post comentar adicionar aos favoritos
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Cemitério
Trago hoje duas fotografias de lápides que existiam no cemitério do Quitexe e que evocavam, uma, os mortos no dia 15 de Março de 61 e a outra os militares portugueses, todos sepultados naquele cemitério. Estas fotografias foram retiradas do site http://ultramar.terraweb.biz/, não estando identificado o seu autor, a quem agradeço.
O que mais impressiona são as crianças!
Laura de Jesus Soares da Ressureição - 4 anos
Luiz Osvaldo Fernandes Corrente - 5 anos
José Manuel Cebola Guerreiro - 6 anos
José Luiz dos Santos Albuquerque - 7 anos
Humberto Romano de Freitas Silva - 8 anos
Maria Emília dos Santos Albuquerque - 9 anos
Ilda dos Prazeres Soares
Adelina (?) da Conceição das Dores Teixeira Fernandes
Umbelina dos Santos Carmo
Joaquina de Jesus Guerra Borges
Maria Coelho Guerreiro
Maria Cesaltina Pires Ferreira
Esposa de António Mendes
Mário da Ressureição
Carlos Taylor Corrente
Manuel Maria Gurreiro Mendes
Henrique do Nascimento Pires
José Poço
António Mendes
Vieram morrer tão longe da sua terra!
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terça-feira, 14 de abril de 2009
O PASSADO E O FUTURO

Um dia alguém motivado por egoismos, vinganças, ou ideologias quis impor a sua vontade, contra um outro ou outros egoismos, vinganças ou ideologias... E na torpe negrura de almas negras de fúria e loucura, dispuzeram das vidas de outros, que ao longo dos tempos sempre pagaram na pele os erros alheios... divididos, espoliados, deslocados, vilipendiados, humilhados, escravizados, explorados, etc.etc... sempre predestinados a alimentar os "tubarões"!!!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Rescaldo
Luanda, último sábado de Março de 1975.
Fortes confrontações no Cazenga originam instabilidade militar em alguns pontos de Angola.Há confrontações entre o MPLA e aFNLA que se vão prolongar por alguns dias,e que vão obrigar o Governo Provisório a restringir as saídas civis e a tomar conta da situação pondo ao serviço do corpo de defesa Tropas residuais de Portugal e do movimento Unita.Como em qualquer guerra houve lutos e tristezas. As pessoas têm medo umas das outras.Há um clima propicio para a instauração de uma confrontação entre civis o que quase chega a acontecer,mas felizmente os dois movimentos pressionados pela consciência põem termo às hostilidades. Felizmente... Mas...Por enquanto...
Luanda 28 de Março de 1975
Renato Gomes Pereira
quinta-feira, 9 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
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