EDITORIAL

SOMOS MUITOS...
Uns como civis,
outros militares,
de todos os continentes
e cores, feitios,e ideologia
, de um lado ,de ambos, ou
do outro lado da barricada,
ou de nenhum dos lados...
Este é o espaço de todos os que
em algum tempo da sua vida comungaram passageiramente, ou enraizadamente do solo e cultura do ex-ultramar lusitano...
do brasil a timor, de macau à india...
Na crisa do sol e da chuva,
da lua e da brisa do mar,
comungamos todos esse olhar sem fim
de esperança na Humanidade...
DESERDADOS DA FORTUNA...
Refractários talvez...
DESERTORES? NUNCA !!!

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sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

ANGOLA –1961

 

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Manifestação

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Manifestação

domingo, 31 de Janeiro de 2010

Jornal de Angola - Centro industrial e turístico é riqueza estagnada

Centro industrial e turístico é riqueza estagnada

Casimiro José| Sumbe - 31 de Janeiro, 2010

Nome do remetente: E-mail do destinatário: Comentário:

A Pedra de Água é indicada para a cura de muitas enfermidades e tem características digestivas

Fotografia: Casimiro José

Fotos

O centro turístico e industrial da Pedra de Água, situado na comuna da Botera, município do Seles, precisa de investimentos dado ao seu potencial industrial e turístico. A sua reabilitação constitui um dos pilares para o relançamento da indústria de joalharia na província do Kwanza-Sul e o enchimento da água medicinal gaseificada natural, com características únicas em Angola e no mundo.
Localizado a 500 metros da margem do rio Cubal, o local denomina-se “Unchila Wonjamba”, que em português significa “Cauda do Elefante”. O centro industrial e turístico da Pedra de Água tem uma nascente de água gaseificada natural na área da Bamba e à medida em que corre vai ficando em pedra, aglutinando folhas e galhos de árvores. E assim, a partir da nascente de água termal se vai formando uma formosa pedra que só a natureza sabe qual vai ser o tamanho e o fim do processo.
A Pedra de Água é indicada para a cura de muitas enfermidades e tem características digestivas. O português João António Veiga construiu em 1956 uma estrutura para o enchimento da água medicinal a partir da nascente. A marca Pedra de Água era de alto consumo em Angola e já tinha clientes no estrangeiro. Hoje a fábrica e outras estruturas erguidas na época estão em escombros.
O actual regedor da Catanda, soba Filipe Correia, foi trabalhador na fábrica da Pedra de Água durante muitos anos até a sua paralisação em 1980, devido à guerra.
Oficina de joalharia
De acordo com o soba Filipe Correia, o centro industrial e turístico da Pedra de Água contribuiu para o desenvolvimento social e económico do município do Seles. Além do enchimento da “Pedra da Água” havia no local uma indústria de joalharia. A oficina foi construída em 1971 e o seu funcionamento incentivou a exploração de pedras preciosas e semi-preciosas na região o que na época gerou 350 empregos.
“No tempo que funcionava o centro da Pedra de Água, todos nós tivemos apoio em bens alimentares, sabão, roupa, calçado e nada nos faltava. Hoje as pessoas têm de se deslocar à sede do município para conseguirem esses produtos, percorrendo 40 quilómetros a pé”, desabafou o ancião.
O soba, de 63 anos, recorda os bons momentos vividos, naquela época, destacando o fornecimento da corrente eléctrica através da mini-hídrica que o centro dispunha e que permitia a realização de vários serviços em benefício dos habitantes da região.
“Nós vivíamos bem aqui, até as nossas mulheres não se esforçavam a preparar a fuba porque com a luz da mini-hídrica tínhamos as moagens”, disse.
Falta de investidores
A reabilitação do centro, de acordo com o administrador municipal do Seles, Rui Feliciano Miguel, é uma das prioridades do município, mas a não concretização das intenções dos empresários que se propuseram investir está a adiar o desejo das autoridades e das populações.
Para pôr em marcha o plano de reabilitação e exploração dos recursos do centro, a Administração Municipal do Seles pretende efectuar um concurso público para se apurarem potenciais investidores.
O administrador do Seles, Rui Feliciano Miguel, revelou ao Jornal de Angola que para estimular os potenciais investidores, o seu executivo está empenhado na reparação da via que dá acesso ao local o que considerou “uma tarefa que deve contar com a colaboração da classe empresarial da província do Kwanza-sul, do município e do país em geral”, dizendo que o centro da Pedra de Água é uma referência internacional.
O município do Seles tem nove centros turísticos, “Nduva”, “Pedra de Água”, “Mundo Wkua”, “Local dos Hipopótamos”, “Camira”, “Piscina Municipal”, “Quedas do rio Luai”, “Caxita” e "Morro do Nduinguiri".

Jornal de Angola - Centro industrial e turístico é riqueza estagnada

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

A Nação Crioula…

A Nação Crioula

   
por MANDACHUVINHA     

 “EM exclusivo ao Folha 8, Kamalata Numa diz:
Repare só para as bancadas do Estádio 11 de Novembro se não vai ver apenas os pobrezinhos anestesiados, quase enlouquecidos a dançarem. Enquanto os filhos da elite, dos papazinhos, não vão ao campo, porque não se querem misturar. Estão frente aos seus televisores bem instalados ou, se forem estão lá bem colocados. Porquê? Porque eles não são povo, eles são a super-estrutura deste país, estão acima de tudo e de todos.
Secretário-geral da UNITA,
Kamalata Numa.
Ontem comandante de tropas, General do Exército, hoje Secretário-geral da UNITA “
transcrito da fonte: FOLHA 8"
_____________________________________
                          
        Quem leu a entrevista sabe que aparentemente os principios do Muagai aqueles que levaram à resistência da UNITA, contra o despotismo do monopartidarismo após a independência, são principios favoráveis aos angolanos de cor negra,puros e que não tinham outro destino senão permanecerem no solo angolano…Mas isso não significava que a unita não tivesse mestiços ou brancos no seu seio, desde as primeiras horas, e também muitos dos do projecto do Muangai, tiveram que por forças das várias circunstãncias que se refugiarem na Zambia, Namibia, nos dois Congos, no Brasil,nos EUA, Africa do Sul em Portugal e em muitas outras paragens…
      Claro que Nito Alves e o Poder Popular, estavam errados…mas isso não justifica o 27 de Maio de 1977…
       Angola não é uma questão de mais ou menos melanina, ou ausência total dessa substãncia que escurece mais lou menos a pele, nem de outras caracteristicas sanguineas, tribais ou raciais…
     Ser angolano não é uma questão de ter ou não ter …é uma questão de sentir…Ser angolano não se define..sente-se….e sabe-se que se é…
     Ninguém tem o direito de dizer ao outro. eu sou mais angolano do que tu…Mas já poderá dizer ou sou melhor cidadão do que tu, melhor profissional do que tu, mais militante do que tu, etc.etc…
     A super estrutura dominante em Angola é mais ou menos o que Numa caracteriza como elite…Mas daí a considerar uma nação..vai uma grande distância…
      A mestiçagem é uma realidade e cada vez mais se evidencia tal como no Brasil – o luso tropicalismo…
      E como diz Numa isso não é um mal--- é um bem…
     A mestiçagem é o futuro do mundo…Os “puristas” do Black Power e do Ku klux klan e similares, podem tirar o cavalinho da chuva… a mistura será cada vez maior… e para bem da Humanidade
      Claro que a Diáspora Angolana, é uma “nação” – no sentido estrito da intenciuonalidade do Numa – também ela crioula…crioula no sentido sanguineo, e no sentido cultural…Claro que pos ultimos quarenta/cinquenta anos fizeram que muitos nascidos ou fixados em Angola dela saissem para as mais diversas partes do mundo, criando nessas novas terras adoptivas raizes ,laços e até novas cidadanias…
   Por isso digo que não concordo como projecto da Unita- por vistos vencedor – na nova constituição angolana – a respeito da nacionalidade angolana…em especial na caracterizaçao do angolano originário e suas descendências… 
       Existe uma Angola enorme, espalhada pelo Mundo…e essa Angola esbate-se nas outras culturas e modos de estar, modifica-se e transfigura-se…
      Se não tiverem cuidado um dia “os donos da nação” não se reconhecerão naqueles que partiram um dia…
     É urgente que se criem figuras juridicas internas de admissibilidade de plurinacionalidades…ou duplas ou triplas ou multiplas nacionalidades para os naturais de angola e seus descendentes da diáspora…
     Ontem, Hoje e Amanhã, continuarão a procurar o seu pão fora do território de Cabinda ao Cunene muitos angolanos…os mais afortunados, reguessarão um dia, em férias, ou emvisita dos familiares ou até em investimentos..mas a grande maioria apenas conseguiu, ou não, sobreviver nos apaises de adopção…e não mais regressará etanto mais dificil é o regresso , quanto para mais longe foram…
    E sejamos realistas: por muito próspera que seja angola nunca poderá absorver toda a diáspora e seus descendentes em condições satisfatórias…
    E assim a realidade suplanta-nos !!! Mas poderemos facilitar a vida a toda a Diáspora não lhes fechando as portas… e no minimo dos minimos  a  da nacionalidade…
                                            …Crioulos ou não !!!!

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Materialidade e formalidade constitucional

 

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SOBERANIA POPULAR versus NACIONAL

A monarquia tradicional assenta numa estrutura orgânica, uma ORDEM que lhe é imanente: a ordem, as hierarquias, a autoridade, a OBEDIÊNCIA, a família, O PAI, O ESTADO e o REI…

Claro que numa Monarquia Constitucional, não se pode dizer que o Soberano é o POVO…pois só na República é que pode o povo mandar…Por isso a Ideia de Estado aparece como tábua de salvação da ORDEM monárquica…Não sendo já o Rei o senhor absoluto, escuda-se a sua soberania nas instituições estaduais…E assim escudam-se os republicanos, numa monarquia constitucional, nos poderes que atribuem ao primeiro ministro e ao governo que pretendem sob o controle do parlamento….Daí o Parlamentarismo Constitucional Monárquico para tirar os poderes ao Monarca…ao Rei!!!

A futura constituição angolana. Tal como está redigida arrisca-se a não passar de uma Constituição Semântica ou seja como a define Canotilho “ uma formalização exterior da situação do poder político existente” ou seja, dos detentores de facto do poder..

E assim sendo, dizemos nós, sendo atípica, porque Angola não é uma monarquia constitucional, mas sim uma Republica – que quer dizer COISA PUBLICA – coisa do Povo - , a nova constituição, porque também é semântica esgota-se nos limites de qualquer auscultação popular ou golpe de estado…sendo ambos de cariz institucional, parlamentar, ou popular…

Explicitando: O Presidente da República pode ser “ in extremis” objecto de “ inpiechement”.Ou seja “expulso pelo povo democraticamente representado no parlamento” … Ou pelos parlamentares que tenham poder representativo suficiente par alterarem a constituição…Ou por eleições antecipadas, caso o parlamento se demita em bloco… é caso para dizer popularmente” rei morto rei posto….!!!” Porque a constituição material esvai-se nas constituições semânticas e o Estado extingue-se com o” golpe” seja ele “palaciano” seja “sanguinolento” ou “com o poder caído nas ruas”…

E tudo isto por uma simples razão:

É que estas constituições, mesmo as atípicas, são concebidas para monarquias, onde o poder ou pilar de uma Nação não é o seu Povo, mas o seu Rei e os seus sucessores nobiliárquicos, príncipes. Duques e demais Família Real… deposto um rei outro de igual linhagem sanguínea se lhe sucede…

Não pode ser o mesmo numa Republica…quer dizer…Pode mas não deve…é a voz da história que nos diz que não…!!! Será?

Renato Gomes Pereira

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

ANGOLA

1975 densidade populacional..

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terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Estado-Maior da FLEC anuncia trégua durante o CAN2010

“estou citando um post a um comentário a uma noticia daqui e assinado por João, por entender ser alguém informado sobre a questão de CABINDA…” ao seu autor e ao angola24horas.com pedimos aqui anecessária comprensão e adevida autorização na sua reprodução para sins não lucrativos…

eis:

joão

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Os 500 anos de hitória colonial de Angola (1482-1975) tão afastados dos 90 anos de ocupação do Protectorado Português de Cabinda (1885-1975), pelo mesmo país opressor comum, Portugal, define e confirma o facto: a existência inegável de uma verdadeira história claramente marcada pela dupla trajectória dos dois povos soberanos colocados entre dois paises não frontalieiros.
Donde a demarcação natural da mesma ligna e lógica que se deve seguir: a demarcação entre os dois territórios como nações distintas uma da outra, como confirma o texto e o contexto da Constituição política portuguesa no momento da descolonisação quase inacabada em cabinda.
O veredicto da história não foi respeitado em Cabinda em oposição do que se passou na assembleia dos estados modernos, conhecido e visto pela Communidade Internacional que até hoje, não diz nada, apesar da pertinência da plêiade dos dados históricos e jurídicos, que no quadro colonial, fazem de Cabinda, um protectorado de direito e não uma colónia Stricto sensu.
Por algures, uma simples torre de horizonte sobre o passado viciado imposto ao povo Cabindês basta para fazer constatar a todo observador imparcial que Cabinda nunca fez parte integrante de Angola e este facto foi publicamente declarado e reconhecido, algumas semanas pelo presidente da União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA), Sr. Jonas SAVIMBI nestes termos:
Cabinda nunca fez parte integrante de Angola, nem antes nem aquando nem depois da retirada do colonizador do nosso país.
Em oposição a esta declaração pertinente e honesta, o acordo de Alvor (Portugal), caducado depois de ser assinado, é o único suporte das pretenções expansionistas de Angola sobre Cabinda.
Assim, é coveniente que este acordo violado e revocado pelos signatários, sem compentência em matérias, possa constituir o fundamento da posição oficial angolana, através aqual, continua ainda sem vergonha justificar a actual ocupação pelo estado angolano. Todavia, longe de querer fazer uma lição de história, vejamos três provas em apoio que confortam a posição Cabindesa:
Primeiro: 30 anos antes da sinatura dos três Tratados Luso-Cabindês de (1883-1884-1885) entre os emissores da coroa portuguesa, dum lado e os príncipes e notáveis de Cabinda, doutro lado, o governador geral de Angola (Província de Portugal), na época, recebe os emissores do reino de Cabinda à três vezes, cuja última vez com 21 tiros de canhão. Embaixadores so se moveram por solicitar ao rei de Portugal, a definição sem mais tardar, da sua nationalidade como português afim de evitar as contestações doutros concorrentes (Cf. Boletim oficial de Angola n° 388, de 05 de Março de 1854 - P. n° 483, de 30 de Dezembro de 1854 - P.P.1-2 n° 571, de 06 de Setembro de 1854 - P.P. 4-5 ver os três textos nos Trâmites para a libertação do Estado de Cabinda, pela F.L.E.C - 1992).
Ora, se Cabinda fazia realmente parte integrante de Angola, porque esses emissores Cabindeses se moveram para solicitar a nationalidade portuguesa já adquirida pelo conjunto da população angolana?!...
Segundo: No início da ocupação, havia prova segundo aqual Portugal em 1885, fazia uso dos Tratados assinados com o reino de Cabinda para fazer valer seus direitos territoriais sobre eles, apresentando-lh es como seus protectorados. São esses protectorados de Kakongo, Luango e Ngoio (Cuja fusão forma o actual Cabinda), que foram designados nos textos oficiais, sob a denominação de territórios ao norte do rio Congo e não como terra angolana nem como fazia parte desta, em termos de dependência, o que algures seria contrário ao acto da Conferência Internacional de Berlim, de 14 de Fevereiro de 1885 (Cf Cópias originais desta conferência nos arquivos da Torre do Tombo, Lisboa, Portugal; ver igualmente os textos contidos no " os Trâmites para a libertação do Estado de Cabinda", pela F.L.E.C - 1992)
Terceiro: Nas vésperas da proclamação da independência de Angola em 1975, o Primeiro Ministro do gouverno português (Comunista) e o Presidente da república portuguesa (Comunista) reconhecem publicamente a sua incapacidade de poder controlar a situação. É por isso, pela lei 458-1/74, eles revocam o pretendido acordo de Alvor mantendo a data da independência. E tudo isto, afim que a oferta de Angola, com Cabinda anexado (Segundo o artigo 3) sendo feito ao comunista internacional pelo interposto do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) pedindo independência já proclamada pelo Portugal sob uma cena traduzida pela expressão oficial "ao povo angolano em geral" (Cf. Diário Governo, /série, n°194, de 22 de Agosto de 1975 p.p. 1292; ver igualmente "Tramites para libertação do Estado de Cabinda" pela F.L.E.C - 1992)
Do resto, alem dessas três provas tanto concluentes entre outras também fundadas e verificadas, a resistência nacionalista Cabindesa representada à mesa de discuções em curso pela F.L.E.C não cederá nenhum lugar a debates estériles levando sobre a constitucionali dade do facto Cabindês, em razão do defeito da competência e da legitimidade requisa pela parte dos interlocutores angolanos que não podem em nenhuma forma recuperar a paternidade jurídica de Portugal sobre Cabinda, porque so haveria mesmos debates já tidos no passado em linguagem de surdos, em redor das indeterminaveis querelas escolásticas sem efeito e marcadas de apetites não confessados e tanto contrário a verdade da história e ao bom senso.

Terça 12 Janeiro 2010, 10:34

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quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Vinte anos depois continuam a fazer-se leis Injustas em todo o mundo…até quando?

 

sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

NEGRITUDE

 

ANGOLANO (Albano Neves e Sousa)


Ser angolano é meu fado, é meu castigo
Branco eu sou e pois já não consigo
mudar jamais de cor ou condição...
Mas, será que tem cor o coração?
Ser africano não é questão de cor
é sentimento, vocação, talvez amor.
Não é questão nem mesmo de bandeiras
de língua, de costumes ou maneiras...
A questão é de dentro, é sentimento
e nas parecenças de outras terras
longe das disputas e das guerras
encontro na distância esquecimento!

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Cavalgadas, cavalgaduras e animais de carga…

 

Politica Fiscal e Equidade…pangare

         Imaginem como seria há largos séculos atrás cavalgar a toda asela por esse mundo fora… Não havia postos de abastecimento de combustivel, nem oficinas, nem auto reboques…quando muito de onde em onde haveria um ferreiro, que sabia colocar ferraduras em cavalos,e um ou outro agricultor que disponibilizava palha e água para os cavalos… Fora isso só encontrava ,ferreiros, agua e palha nas estalagens e albergarias…

       Eram assim como que hoteis de cinco estrelas da alturas as estalagens…e as Albergarias seriam como que um local de dormidas não classificado e quando muito forçada a comparação a hoteis de duas ou três estrelas…

       Estou apenas falando de cavalos e cavaleiros, as diligências e as carruagens eram como que os aviões particulares e as limusines do nosso tempo…E quem não tinha nem cavalos, nem burros nem bois ,nem vacas viajav a pé como caminheiro e era muito bom para a saúde…e para os animais também claro…

       A carga toda era transportada às costas, em carros de bois, e quando muito por barco, rio ou mar… Não havia caminhos de ferro, nem Tgvs!!! Podem perceber o que é transportar sacos de farinha ou antes disso o milho para o moinho ou azenha moerem…

     Tudo isso gerava um sem número de profissões e actividades…que são sinais dos tempos…umas acabaram outras transformaram-se…

      SE Pudessemos . aplicar o Iva a tudo isso e o pagamento por conta, o IRS, o IRC, O imposto de selo, o imposto de circulação,imposto sobre os combustiveis, etc,etc, imaginem como o fisco seria excedentário em receitas, mas provávelmente nenhum de nós existiria já pois tinha sido extinta a especie por ter sido há muito sugada até ao tutano!!!

Percebo bem, por isso, a angustia de JOE , O Canalizador,(plumber) na ultima campanha eleitoral dos States que acabou por eleger Obama como seu presidente…

PORTANTO esta coisa da “politica fiscal” tem que respeitar a ecologia…

E a propósito de Ecologia: digam a Mugabe e aos outros Ditadores Africanos, que os “ pobres dos paises mais desenvolvidos es tão fartos de fazer doações e concessões para enriquecer ainda mais os ricos dos paises pobres” apud o meu patricio luso-angolano  o Jornalista Orlando Castro

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

YouTube - Tristeza - Toquinho

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

PORTUGAL – ontem, hoje e amanhã

 

Posta Restante

A Nação Portuguesa e a Diáspora

2002-12-17 12:21:26

Se considerarmos que a Nação Portuguesa é constituída por todos os portugueses natos (yus solis), acrescidos por seus descendentes - filhos, netos, bisnetos - (yus sanguinis), e ainda pelos(as) consortes de todos(as) eles(as), verificamos que existem muitos mais portugueses fora do território nacional, do que no rectângulo de cerca de 90.000 quilómetros quadrados à beira mar plantado, de onde saíram Gamas e Cabrais para dar novos mundos ao Mundo, desde quando a nossa Pátria se tornou pluricontinental, e a língua portuguesa vem sendo falada nos cinco continentes, por brancos e negros, mestiços e mamelucos, mongólicos e caucásicos, enfim, por todas as etnias.

Navegadores e emigrantes foram, desde sempre - sem qualquer sombra de dúvida - os melhores entre os portugueses, aos quais se ficou devendo a universalização do nosso idioma, a globalização da nossa cultura, e a internacionalização de tudo quanto de bom Portugal produziu, ao longo de seus quase nove séculos de história, obras que ficaram devendo aos arrojados lusitanos que souberam imaginar (o homem sonha) , que souberam Crer (Deus quer), e que foram capazes de realizar (a obra nasce).
Foi deste modo que - para citar apenas um, dos muitos exemplos da grande obra dos lusitanos além-mar - poucos anos após a fundação da primeira Santa Casa de Misericórdia em Lisboa (1498), Brás Cubas fundou a Santa Casa de Misericórdia, e Hospital de Todos os Santos (1543- Santos, São Paulo), o que levou os portugueses do Brasil a fundar aqui, ao longo dos três séculos seguintes, mais de 700 (setecentas) outras Santas Casas, as quais respondem, AINDA HOJE, pelo atendimento médico de mais de metade de todos os brasileiros, no campo da saúde (doença), na maior parte dos casos, graciosamente.
Mas Portugal só conseguiu superar-se a si próprio, porque, naqueles tempos, não olhava apenas para o seu umbigo, antes enxergava longe, tinha ideias e ideais, e os homens inteligentes e ousados tinham voz e vez, ao contrário do que hoje ocorre, em que os professores primários- que nobre profissão- são travestidos de diplomatas; em que alguns diplomatas - profissão para inteligentes idealistas - se transformam em negociantes da coisa alheia; em que uns poucos jornalistas - ocupação para homens e mulheres de visão e coragem - se transformam em pseudo governantes; e finalmente, em que muitos políticos se afastam da ética, se eximem das responsabilidades, e se julgam impunes.
As democracias estão derrapando para o faz de conta, as sociedades estão apodrecendo, e o Globo está se tornando uma terra de ninguém, onde a irresponsabilidade se generaliza, a violência se globaliza, e a injustiça se eterniza, tudo isto em consequência da acomodação das maiorias silenciosas, da prevalência dos miseráveis interesses das minorias ambiciosas, e da sobreposição da ganância de certas «elites» perniciosas, cuja cegueira arrasta o mundo para a instabilidade, para o terror, e para o caos.
Estamos na Quadra Natalina, que encerra o ano, época propícia à reflexão, quando a postura dos homens inteligentes e bons deve ser comandada pelo humanismo, entendido este, não como sentimento piegas e demasiadamente tolerante, mas antes como seres responsáveis e actuantes, exigentes e decididos, sábios e justos, mas à maneira aristotélica, em que «a justiça-na igualdade-consiste em tratar desigualmente os seres desiguais, e na medida em que se desigualem». Afinal, JUSTIÇA, é premiar os bons e castigar os maus.
José Verdasca
Escritor e conselheiro do Conselho das Comunidades Portuguesas / Brasil.

EM (c) PNN - agencianoticias.com

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

BOAS FESTAS

 

Produções PECUSMALTHUS desejam a todos: 

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sábado, 28 de Novembro de 2009

Savimbi no Luso

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terça-feira, 24 de Novembro de 2009

OS CARTAZES dos “RA-paz-ES”

 

PNR - Partido Nacional Renovador - Downloads | Cartazes

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sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

خاطرات و روزنوشت های یک آسمانی » بوسه یعنی …

بوسه یعنی وصل شیرین دو لب
بوسه یعنی خلسه* در اعماق شب
بوسه یعنی مستی از مشروب عشق
بوسه یعنی آتش و گرمای تب
بوسه یعنی لذت از دلدادگی
لذت از دیوانگی لذت ز شب
بوسه یعنی حس طعم خوب عشق
طعم شیرینی به رنگ سادگی
بوسه آغازی برای ما شدن
لحظه‏ای با دلبری تنها شدن
بوسه سرفصل کتاب عاشقی
بوسه رمز وارد دلها شدن
بوسه آتش می‏زند بر جسم و جان
بوسه یعنی عشق من با من بمان
شرم در دلدادگی بی‏معنی است
بوسه بر می‏دارد این شرم از میان
طعم شیرین عسل از بوسه است
پاسخ هر بوسه‏ای یک بوسه است
بهترین هدیه پس از یک انتظار
بشنوید از من فقط یک بوسه است
بوسه را تکرار می‏باید نمود
بوسه یعنی عشق و آواز و سرود
بوسه یعنی وصل جان‏ها از دو لب
بوسه یعنی پر زدن یعنی صعود.
بوسه یعنی شادی و شور و نشاط
بوسه یعنی عشق خالی از گناه
بوسه یعنی قلب تو از آنه من
بوسه یعنی تو همیشه ماله من ;-)
————————-
* (خلسه یعنی زمانی که جسم فیزیکی به خواب فرو رفته ولی روح هوشیاری خودش را حفظ کرده و معمولا اگر از مدت زمان کمی از این حالت بگذرد روح نیز هوشیاری خود را از ددست میدهد و اصطلاحا میگویند طرف خوابیده است. پس خلسه یعنی حد فاصل و مرز بین خواب و بیداری.
جسم خواب و روح بیدار. هر چه ما به سمت خوابیدن نزدیکتر بشویم خلسه ی ما نیز عمیق تر میشود.)

Popularity

domingo, 1 de Novembro de 2009

Argivai era assim antes da “guilhotina…

 

A Génese  de ARGIVAI é mais que Milinar…. é Pré Histórica ! ! !

         Argivai , antes da comemoração dos erroneamente proclamados 1050 anos era assim…Não tinha aquela estatueta que mais parece uma guilhotina para decepar a cabeça dos que pensam em Argivai e arredores e/ou não se regem pela batuta do “soba” da freguesia…

            Claro que NINGUÈM VIVO saberá quando nasceu Argivai, e os que disserem que sabem são uns Grandes Mentirosos e até desonestos intelectuais…

E Como Argivai é pelos documentos históricos já descobertos – vestigios de povoado Pré romano – téculas descobertas em escavações- castro de argivai – fonte celta – anterior à história ( o que separa a história da pré-história é a descoberta da escrita)  sendo pré-histórica, dado que os papeis só muito mais tarde vieram a ser inventados, sendo a primeira escrita feita na pedra…não terá grande sentido tomar por base de nascimento de Argivai a data de um documento,( ele próprio mesmo do ponto de vista histório de alguma duvidosa integralidade,vide Portugalia Monumenta Históricae- Alexandre Herculano e outros…) referente a uma doação de terras  feita por alguém que não sabemos se era  já, ou se foi em tempo algum a sua legitima dona ou possuidora ao Mosteiro de Guimarães e onde a palavra Villa Argenadi (Quinta do Argevadus) apenas aí aparece como  a terra ou propriedade com a qual confronta a que vai ser doada… Ou seja o documento prova que nessa data de 953 Argivai Já existia… e nada mais  …daí não se pode concluir que Argivai nasceu aí… e existem milhentas provas a demonstrar o contrário…

Argivai ao Primeiro de Novembro de 2009

renato gomes pereira

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

IGNOTUS SARAMAGUS

SARAMAGO ESTRAGA O LEITE… não deixe sua vaquinha comer…

…quem beber o leite de sua vaquinha saramaga vai azedar…

..e ficar desconfiado do mundo….e da origem da vida..vai viver num inferno comunista….

saramagos

Cuidado com as verduras antigas..lave-as bem…

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

ANTITUDO

 

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

RESPOSTA A ROMEU C. REIS

Caro senhor
O mais provável é que nem o conheça...

Não sei a sua idade mas se fala da descolonização deve já ter passado dos cinquenta anos...

Ou então fala de cor..

Não sabe o que isso foi...
Fique sabendo, pois parece desconhecer, que os Povos do Ultramar Português incluindo os "colonos" lá fixados (importa distinguir colonos de colonialistas... o que muita gente não faz por sofisma) todos aspiravam à autodeterminação e independência...Não fora assim os Estado Unidos da América e em toda a américa do norte, central e do sul não se teriam tornado independentes e .muito por força do Movimento Garibaldi ... a que modernamente se chama Bolivarismo (de Simon Bolivar...) Não se esqueça da intervenção de Che Guevara e dos cubanos na guerra do Congo Kinshasa -donde saiu vitorioso Mobutu sobre Lumumba e Moisés Tchombé...Não se esqueça da Intervenção Cubana em Angola , após a Dipanda ( em defesa do MPLA - usurpador do poder em Luanda em 1975) ... Não se esqueça de que o conflito recente na Guiné Bissau engloba gente ligada ao narcotráfico no Equador,Venezuela, na Colombia... zona das FARC e similares...
Não se esqueça que a Descolonização Portuguesa foi efectuada no periodo final da detente, logo,na pujança do imperialismo soviético-cubano ( não foi por acaso que nas ex-colónias portuguesas brotaram regimes pró soviéticos...) e por pouco .. não fosse o 25 de Novembro - Franck Carlucci, Pires Veloso, Ramalho Eanes e Mário Soares... seriamos mais uma "coutada" do imperialismo sovietico cubano sob a batuta dos SUV- "força força companheiro Vasco" /Otelo Saraiva de Carvalho...

Seria Bom que não esquecesse o historial das "FP 25"...
E que também se lembrasse
que em Africa apenas a Etiópia foi sempre independente, e que a Libéria foi o primeiro pais africano a se tornar independente, em virtude dos Estados Unidos no final do Sec. XIX terem adquirido o território para devolver à Africa os descendentes norte americanos dos escravos que quisessem regressar ao continente mãe... e que o Segundo País a ser independente em Africa foi O "Estado Livre do Orange" em 1902, na sequencia da Guerra dos Boers - africans brancos descendentes de holandeses e ingleses .contra Sua Magestade a Coroa Britãnica.. e mais tarde dando origem à Africa do Sul...
Portugal precipitou-se ao descolonizar atabalhoadamente .. e não foi por culpa de Salazar nem de Caetano que a descolonização foi vergonhosa...Mas sim por culpa dos" colonialistas metropolitanos" por culpa daqueles senhores fardados que viveram e engordaram à custa do regime do Estado Novo e que no dia seguinte ao 25 de Abril de 1974. já eram mais anti fascistas que os verdadeiros anti-fascistas que ainda estavam no exilio ou nas cadeias da Pide... essa gente do "revira casaca" ..que é o motor para os saneamentos politicos nas escolas e universidades, e nos quarteis, essa gente tem o sangue inocente nas suas mãos, das vitimas da descolonização mal feita, Portugal tinha condições de fazer outra descolonização (porém não beneficiaria a URSS, nem Cuba...), e se o não pudesse sozinho podia pedir auxilio às Nações Unidas... foi o que veio a fazer decadas mais tarde no caso de Timor Leste....
Senhor Romeu, sobre a Descolonização, diga toda a verdade ou não faça figura triste ( mas se quiser continue como quiser- estamos num país ainda livre..eh! eh! além de que devo a si ter podido rebater este tema...).. é que ainda há muita gente viva que sabe toda averdade e sofreu na pele os erros do Processo de Descolonização... Savimbi Morreu !!! Mas felizmente deixou livros escritos... E Savimbi não era colono, nem colonialista.... Ah! E ombreou com Che Guevara no tempo da Upa...
renato gomes pereira


Este texto abaixo foi publicado no Jornal Terras do Ave - versão on-line...

A África, a Guerra e a Democracia

Romeu C. Reis

A Guiné foi cenário há pouco tempo de mais um episódio dramático em que perderam a vida o presidente Nino Vieira e o chefe do Estado Maior das Forças Armadas.É um acontecimento sem dúvida para lamentar que, somado ao narcotráfico, ao rapto frequente de crianças, à corrupção, nos deixa a meditar sobre a consistência, ou inconsistência, da estrutura institucional do Estado guineense.Perante isto, houve quem fosse peremptório a afirmar de imediato que a Guiné é um Estado falhado; e não se ficaram por aqui, ensaiaram logo a explicação de que tudo se devia ao processo de descolonização.No seu parecer, países houve que, sendo anteriormente colonizados por outras potências, que agiram melhor que Portugal, não ficaram nesta situação de difícil governabilidade e democracia frustrada.Com isto, dir-se-ia que mais não se pretende que não seja repisar a velha acusação de toda a direita portuguesa de que os processos de descolonização das colónias portuguesas foram um fracasso, por culpa dos que detinham o poder político no período que se seguiu ao 25 de Abril.Sobre isto, e para não nos alongarmos muito e não nos repetirmos também, lembremos apenas que descolonizações como as que ocorreram nas colónias portuguesas não são feitas unilateralmente pelo colonizador, nem se cozinham com ingredientes à escolha do cozinheiro. Em Angola, Moçambique, Guiné, Timor havia forças organizadas e armadas que controlavam já partes importantes dos respectivos territórios, e este factor exigia também que todas as descolonizações fossem negociadas de imediato e negociadas todas ao mesmo tempo, por ser insustentável para o país prolongar a situação de guerra e porque o colonialismo viola o direito internacional, e o novo regime democrático só podia agir de acordo com o direito internacional, sob pena de se desacreditar como regime.Os portugueses têm obrigação de saber que as descolonizações não se fazem quando se quer e como se quer, e, se porventura se esqueceram, lembrem-se do que aconteceu com Goa, Damão e Diu (o Estado da Índia, como a ditadura lhe chamava) que, no espaço de uns dias, foram ocupados pela Índia, sem que sequer nos tenham pedido licença para isso, vejam lá. Pior descolonização do que esta, concordarão os comentadores a que nos estamos a referir, é que certamente não há!Mas, voltando à Guiné e à sua situação actual, convém que os referidos comentadores não se esqueçam, pelo menos, de olhar em volta para os demais países africanos, porque, o que se vem escrevendo sobre a falência da democracia e do Estado guineense pode ser dito, e é-o efectivamente, da generalidade desses países.O que é preciso é ter presente que nestas questões tem que se ter em conta aquilo a que se pode chamar o espaço/tempo histórico-económico-civilizacional. Tal como não podemos pegar nos modos de produção e nas instituições económicas e políticas de uma sociedade tribal e aplicá-las numa sociedade capitalista desenvolvida, também o contrário não pode ser feito.A cada fase do desenvolvimento económico dos povos correspondem formas próprias de organização da economia, das instituições sociais e das estruturas do poder político.Na generalidade dos países africanos, o desenvolvimento industrial é muito incipiente e não há perspectivas de que a situação se modifique a curto, a médio e mesmo a longo prazo; não há uma vasta burguesia que faça da democracia ocidental a sua bandeira, como forma de combater as formas de exercício do poder anteriormente vigentes e impor instituições que potenciem o estabelecimento de relações de produção capitalistas.Tal só poderá vir a acontecer se antes se registar um longo percurso de desenvolvimento.Mas, para mal dos africanos, os seus países, saqueados e ressaqueados, por colonialistas e neocolonialistas, vivem, na sua maioria, em quase completa estagnação.Em vez de saúde e comida, querem-lhes dar democracia capitalista, mas parece-nos que eles só a aceitariam… … se isso fosse de comer…

tags: descolonização

publicado por ANTITUDO às 11:08
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ANTITUDO

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Santuário de Fátima - Página Oficial

 

Santuário de Fátima - Página Oficial

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Correio do Patriota - Luanda contacta Kinshasa para conter vaga de expulsões

 

Luanda contacta Kinshasa para conter vaga de expulsões

 

08-Out-2009

ImagemO vice-ministro das Relações Exteriores de Angola, George Chicoty, disse hoje que as autoridades angolanas estão a manter contactos "ao mais alto nível" com o Governo da RD Congo para "conter" a expulsão de cidadãos angolanos.

George Chicoty, que lidera a comissão constituída pelo Governo angolano para acompanhar o caso, referiu que "é urgente" este contacto com as autoridades congolesas para uma sensibilização no sentido de conter a situação.

"Pensamos que é urgente num primeiro tempo, a um nível mais alto, tentarmos sensibilizar para conter a situação e, num segundo tempo, trabalhar a um nível mais adequado das comissões mistas bilaterais", disse o vice-ministro.

Segundo o governante angolano, as comissões mistas bilaterais devem trabalhar na análise de questões ligadas à fronteira, de modo geral, e dos cidadãos estrangeiros e refugiados em ambos os países.

O número de angolanos que entram no país pelas fronteiras das províncias do Zaire, Cabinda e Uíge, já atingiu os 3.000, consequência do repatriamento forçado, que se verifica desde segunda-feira. Só na fronteira de Kimbata, no Uíge, estão concentrados mais de 1.000 repatriados e o governador provincial Mawete Baptista já alertou para a chegada iminente de mais 15 mil.

Angola e República Democrática do Congo têm uma extensão de fronteira terrestre de mais de 2.000 quilómetros e com a República do Congo, país que deu início às expulsões, uma faixa de mais de 200 quilómetros.

Os repatriamentos forçados do Congo-Kinshasa começaram na segunda-feira depois do Parlamento congolês ter aprovado uma resolução de expulsão de angolanos, o que está a ser encarado por Luanda como uma resposta às operações de repatriamento de congoleses ilegais das zonas diamantíferas das Lundas, Norte e Sul.

Nos últimos anos foram expulsos de Angola mais de 100 mil congoleses que se dedicavam ao garimpo ilegal de diamantes.

Mais de mil angolanos são expulsos da RD Congo

Mais de mil angolanos expulsos da República Democrática do Congo (RDC) estão concentrados junto à fronteira de Kimbata, Uíge, e são esperados mais 15 mil no mesmo local, afirmou o governador da província, Mawete Baptista.

"Mais de 15 mil pessoas encontram-se a caminho em direcção a fronteira de Kimbata expulsos de forma triste pelas autoridades do país vizinho, não sendo angolanos ilegais naquele território", lamentou Mawete Baptista citado pela imprensa estatal angolana.

A expulsão de angolanos da RDC começou na segunda-feira depois do Parlamento de Kinshasa ter aprovado uma autorização legal para o efeito. Actualmente são já milhares, embora sem números oficiais, os cidadãos angolanos expulsos por populares congoleses para as fronteiras, com destaque para as províncias angolanas de Cabinda, Zaire e Uíge.

Angola e o Congo-Kinshasa partilham uma fronteira de dois mil quilómetros e em mais de uma dezena de postos fronteiriços foram registados agrupamentos de pessoas que deixaram a RDC, alguns após dezenas de anos de permanência no país vizinho.

A exemplo do que acontece nas fronteiras da província do Uíge com a RDC, também no Zaire e Cabinda, as autoridades provinciais e o Ministério da Reinserção e Assistência Social estão a colocar no terreno equipas para ajudar e apoiar os repatriados com bens essenciais, nomeadamente tendas, roupas e alimentos. A par de Kimbata, no Uíge, onde o governador local, Mawete Baptista, já alertou para a chegada em breve de mais 15 mil pessoas, é em Pedra do Feitiço, no Zaire, onde se concentra o maior número de repatriados.

Perante este cenário, onde o número de angolanos expulsos da RDC nas fronteiras cresce a cada dia que passa, o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas angolanas, general Francisco Furtado, já disse, em declarações à Lusa, que Luanda não deve ripostar com medidas semelhantes.

Francisco Furtado sublinhou, no entanto, que existem mais de um milhão de congoleses em Angola e que os angolanos que estão a sair à força da RDC não são ilegais já que muitos são estudantes, outros refugiados do tempo da guerra e há também pessoas que ali viviam há mais de 30 anos com a sua situação regularizada. "Mas os congoleses repatriados de Angola são todos ilegais que se dedicavam ao garimpo ilegal de diamantes", apontou o general.

Também o governo já criou uma comissão, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, George Chicoty, que vai negociar com as autoridades de Kinshasa uma solução para o problema. Os angolanos expulsos da região de Muanda, no Baixo Congo, relataram que algumas rádios locais estão a lançar apelos à população para perseguirem angolanos em retaliação pelas expulsões de Angola.

Os congoleses que foram expulsos de Angola são apontados pelos angolanos repatriados como os principais protagonistas das perseguições a angolanos em território da RDC.

Fonte: Diário de Notícias, 8 de Outubro de 2009

Correio do Patriota - Luanda contacta Kinshasa para conter vaga de expulsões

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Carlos Alberto Contreiras Gouveia

PROTO-CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA de ANGOLA

 

angolaCntr 18  

 

 

 

 

 

 

 

http://partidorepublicanodeangola.blogspot.com/     PREA

Blogger: Perfil do usuário: Carlos Alberto Contreiras Gouveia

Este Angolano Pediu recentemente

Asilo Politico em Espanha…

 

http://partidorepublicanodeangola.blogspot.com/

PARTIDO REPUBLICANO DE ANGOLAbandeiraprea

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

BATRÁQUIOS, batráquios…

Piceuro00 

    Este Cardeal, foi em tempos,nos anos 1973/75

meu professor de Moral no então Liceu Nacional

Paulo Dias de Novais, em Luanda…

     D. Alexande Nascimento , ensinou-me

certamente muitas coisas ,e parte do que sou

também o sou por ele..sempre gostei da disciplina

de moral..mas dele o que mais recordo era a frase

de saudação logo que entrava na sala dirigia-se para

o fundo e estendendo a mão direira rodava o braço

para o lado das janelas à direita e dizia sempre:

Batráquios, Batráquios !!!

Perto estavamos nós os alunos, ao longe lá fora

fica(va) o Seminário …

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

O BLOG do José Milhazes e o seu livro

http://darussia.blogspot.com

 

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Convite para lançamento de meu livro sobre Angola

"O enfoque deste livro, como o próprio título sugere, é uma tentativa, ensaiada pela primeira vez, de colocar em perspectiva uma série de questões altamente contro-versas, e em grande parte desconhecidas, sobre um passado ainda envolto em secretismo: o expansionismo militar soviético na África Austral, mais propriamente em Angola. Para tal, o autor acedeu a documentação dos arquivos russos e entrevistou veteranos de guerra, bem como altas personalidades da política soviética. O presente volume oferece, assim, uma ampla gama de ma-térias para todos quantos se interessam pela ingerência soviética em Angola e até no Golfo da Guiné. Toda a sua estrutura se ampara, do princípio ao fim, em fontes russas, trazendo ao conhecimento dos leitores de língua portuguesa um debate que, pouco a pouco, apesar do difícil acesso às fontes, começa a despontar no firma-mento das preocupações da intelligentsia russa e a dar os primeiros frutos: o de saber até que ponto a interven-ção em África, ditada por objectivos geopolíticos e expansionistas, respondeu efectivamente aos interesses globais do Estado russo e quais as causas do seu fracasso".

O lançamento terá lugar na livraria Círculo das Letras, na rua Augusto Gil, 15B, em Lisboa (entre a Av. de Roma e o Campo Pequeno), no dia 9, pelas 18h30.

Caros leitores, serão bem-vindos.

Publicada por Jose Milhazes em 21:13

Da Rússia

sábado, 26 de Setembro de 2009

A LUTA DE CLASSES… 1848 – REVOLUÇÃO fRANCESA

    OS CIDADÃO GOZAM DO DIREITO DE ASSOCIAÇÃO,DE SE REUNIR PACIFICAMENTE E SEM ARMAS,DE FORMULAR PETIÇÕES E EXPRESSAR  AS SUAS OPINIÕES NA IMPRENSA OU POR QUALQUER OUTRO MEIO… (constituição francesa –1848)

manik

domingo, 13 de Setembro de 2009

argivai-online

ATAQUES AOS BLOGUES

Ataques aos blogues

ATAQUES AOS BLOGUESWB01748_

     O nosso blog argivai-online foi alvo de um ataque esta madrugada 13 de Setembro…

     Felizmente conseguimos recuperar a sua configuração inicial, com a ajuda do sistema e dados gravados…

 Não sabemos qual o gozo que dá estragar o trabalho dos outros, mas não  queremos acreditar que se trate de hackers ou bloggers ou similares, pois não vemos motivo para o fazerem…

      Claro que  O MOVIMENTO BLOGUER á escala planetária afronta com os ditadorzinhos locais, os ditadores regionais, os ditadores nacionais e os ditadores internacionais…e cada vez mais se substitui á imprensa tradicional e se furta à censura económica que hoje é apanágio dos grandes massmédia…

          Mas nós não nos julgamos assim tão importantes…

        Atribuimos o facto a alguma “mosca varejeira” que entrou acidentalmente nos nossos circuitos, provinda de uma qualquer “lixeira” repleta de acidez citrica em fase de transformação biodegradante, ou reciclável….

argivai-online

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

JONAS SAVIMBI disse algures:

  “O Sim só tem valor

quando é dito

por aqueles que também

podem dizer NÃO”

123

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

why

why

domingo, 23 de Agosto de 2009

O ABSTENSUS

 

DESPERDIÇA O SEU VOTO …

abstensus

quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

para reflectir... O QUIPOMBO -1961

http://quitexe.blogs.sapo.pt/

O Kipombo


Estamos em Agosto de 1951 e os povos das sanzalas começam a descascar o café segundo o método tradicional no pirão. Em algumas sanzalas foram instalados, mais tarde, descascadores mecânicos accionados por motores de explosão que tornam a tarefa mil vezes mais rápida.

O café, depois de apanhado no cafezal, chama-se cereja e é de cor verde. À medida que vai amadurecendo fica com tons variados, do amarelo ao vermelho vivo. A cereja é espalhada nos terreiros de modo a ser mexida três vezes ao dia para não fermentar e secar mais rapidamente. Conforme vai secando vai ficando com um tom castanho escuro, passando a designar-se por “mabuba”. Quando bem seca pode ser armazenada para posteriormente ser descascada ficando, finalmente, o grão de café.

Em 51 a produção indígena era ainda processada nas sanzalas com o pirão pois os comerciantes só compravam café limpo, que era ensacado em sacos de juta de 80 Kg. Todas as manhãs caravanas de indígenas, velhos, homens, mulheres e crianças transportam à cabeça sacos e quindas de café vindos de diversas sanzalas, espalhando-se pelas três casas comerciais conforme as suas simpatias.

A estes agricultores eram distribuídas umas latas de leite vazias que serviam de medida para, cada um em sua casa, saber os “quilos” de café que trazia para venda. Essa lata, quando cheia de café, pesava 1200/1300 gramas, tendo sido baptizada por um comerciante dos lados do Toto, de nome Pombo, com o nome de Kipombo, como equivalente, em volume de café, ao Kilograma. Era esta a medida que estava generalizada por toda a região do café.

Para o indígena o dinheiro pouco valor tinha, o que contava era o que levava de géneros para casa. Assim, se trouxessem 100 kipombos o comerciante reclamava se não pesassem pelo menos 120 Kg. Como o preço do kipombo era estabelecido em função do preço por quilo pago pelos exportadores em Luanda e, por vezes com a concordância das Autoridades Administrativas, o comerciante tinha no mínimo, para além da margem de revenda, uma margem de 200gramas por quilo de café. Esta margem era retribuída, em parte, ao vendedor , através do obrigatório mata-bicho que consistia em dar o mungo (sal) o vigié (peixe seco), a melele (tecido para o quimone e a tanga), o sabão, a missanga e o lenço.
Tomando como exemplo a família do Velho Canzenza, nove mulheres e já não sei quantos filhos, o mata-bicho a dar era grande, mas a quantidade de café comprada, à volta de 150 quilos dava para que todas as mulheres e filhos de diversas idades voltassem contentes para a sanzala. O Velho era contemplado com uma garrafa de aguardente.

Podemos dizer que o “marketing” do comerciante se baseava na “oferta” do mata-bicho, na sua qualidade e abundância. Por graça, refiro que uma das alcunhas de um comerciante era Mandafama, porque, depois de dar o mata-bicho dizia para o negro: -“ Manda fama! Manda fama!” (espalha a fama do meu mata-bicho).

Um dia, quando paguei ao Velho Cazenza, contando as notas de angolares perguntei-lhe:

- Está certo?
- Está certo, patrão!
- Como é que Canzenza sabe que está certo se não sabe de contas?
- Mas eu sabe, patrão...

E vai-me explicar: tinham-se feito 7 pesagens de café; 7 sacos levando cada um 20 kipombos a 10 angolares o que totalizava 1400 angolares.

Então o velho manda as mulheres porem lado a lado cada um dos sete sacos e diz-me:

- Patrão, troca o quitar (dinheiro) em notas cama, cama (cem, cem).

Assim fiz, e então o velho agarra nas notas e começa a pôr, em cima de cada saco, duas notas de cem. Fez o mesmo com todos os sacos e, quando chegou ao fim, lá estavam na mão as duas notas para cobrir o último saco.
- Como vês patrão, está certo. Se faltasse dinheiro as notas não chegavam para cobrir todos os sacos. Chegaram, está certo!

Fiquei de boca aberta, eles bem sabiam quando estavam a ser roubados pelos comerciantes sem escrúpulos.

Feitas as contas o Velho diz para ir ao livro para pagar parte do débito. Então começa a descrição:

- No dia tal foi o mala peixe.
- Está certo patrão.
- No dia tal isto e aquilo, e ele ia confirmando.
- Soma patrão!

Se totalizava, por exemplo, 1500 angolares ele dava mil e ficava a dever quinhentos, o que era bom sinal porque se pagasse tudo era por que deixaria de ser freguês. Depois ia gastar o resto do dinheiro nas compras mais necessárias, não esquecendo os milongo (remédios) para o lombriga, para o diarreia, para o dor de cabeça, o mata dores, e mais ao ouvido dizia-me:
- Oh patrão arranja comigo milongo pró guso (remédio para a impotência), também havia!

Mas, não se pense que os únicos explorados eram os indígenas. Os comerciantes eram, afinal, os intermediários entre estes e os grandes exportadores de Luanda, que enriqueciam à custa dos pequenos comerciantes que, sem possibilidades económicas, eram obrigados a vender o café que compravam numa semana, para arranjarem dinheiro para comprarem na semana seguinte. Os exportadores vão enchendo os grandes armazéns que têm em Luanda com café comprado a baixo preço na altura da colheita. Quando a oferta é muito superior à procura o comerciante do mato tem que se sujeitar à chantagem dos preços que lhe impõem e, também aos mil e um defeitos atribuídos na classificação do café: muito bago furado, bago miúdo, muita humidade, muitas impurezas. Todos nós sabemos que nos próximos três a quatro meses, quando os grandes barcos começarem a carregar os milhares de toneladas de café que os exportadores têm armazenadas, a situação inverte-se, a procura é maior que a oferta e os preços disparam. E, então o pequeno comerciante toma consciência de que quem mais lucrou foram os grandes exportadores que, em Luanda, sentados a uma secretária, exploram os homens do mato que no interior de Angola, em situações de isolamento, sem qualquer conforto, vão em convívio fraterno, porque não dizê-lo, com os africanos, criando um modus vivendi de interdependência.
publicado por Quimbanze às 22:37link do post comentar adicionar aos favoritos
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
A repressão
Após o ataque ao Quitexe as populações das grandes sanzalas como o Catulo, Dambi Angola, Ambuíla e o Quitoque permaneceram nelas, pacificamente. Os carros circulavam no seu interior, sem qualquer hostilidade. Há como que uma pausa para avaliar a situação pois creio que, embora todos os pretos estejam ao corrente do que se passa , inicialmente, só uma pequena parte terá aderido à UPA e ao ataque ao Quitexe e às fazendas. A UPA só conseguiu alguns êxitos no primeiro dia dada a surpresa, pois se estivessem as fazendas alertadas, tudo tinha sido diferente. As autoridades estavam, afinal, a par do que iria acontecer, dia e hora, como posteriormente se veio a saber. Porque não alertaram as fazendas e as povoações da iminência do ataque? Porque deixaram morrer tantos brancos, mulheres e crianças sem saberem por que estavam a ser esquartejados à catanada?

A UPA, à semelhança do que se passou no Congo Belga, confiou que os brancos, cheios de medo, abandonassem em fuga as suas terras, o que, por pouco não conseguiu. Só, talvez a presença de largos milhares de contratados do Sul, agora todos classificados de Bailundos o terá evitado. Só na área do Posto do Quitexe haverá quatro ou cinco vezes mais Bailundos que toda a população local africana. Por variadas razões estão totalmente ao nosso lado e, assim evitam que a actividade cafeícula paralise. E foi, graças ao valor económico do café e à permanência dos Bailundos nesta região, que a maioria das fazendas, entregues a gerentes e empregados brancos conseguiu manter-se em laboração. Estes, à noite, ainda ajudavam na defesa do Quitexe. Os comerciantes abalaram para Luanda; sem os povos das sanzalas nada mais os prendia aqui: não havia a quem vender, nem a quem comprar.

A repressão que se segue é brutal. Não se procura uma alternativa. Entretanto, eu e o Martins Gonçalves propomos tentar entrar em contacto com as sanzalas, mas a nossa sugestão é liminarmente excluída: não havia ordem para isso.

As sanzalas são metralhadas e incendiadas. Homens, mulheres, velhos e crianças iniciam a debandada; levam consigo os poucos haveres que conseguem reunir. O seu destino são as matas impenetráveis da Serra do Quimbinde, da Serra do Quitoque, do maciço da Serra do Cananga. Vão, quem sabe, à procura dos lugares dos seus antepassados, de onde, um dia, foram obrigados a sair, pela força, para se fixarem junto às estradas que correm no sopé das serras e dão acesso aos Postos Administrativos e, agora, às povoações da população branca e às sanzalas africanas.

A morte de todos os pretos da região, sentenciada pela Pide, braço da repressão do governo, secundada pelos agentes das autoridades administrativas e outros mais sedentos de vingança, conseguiu, em poucos dias destruir o equilíbrio simbólico que existia entre o poder das autoridades portuguesas e o poder africano do sobas.

O bom relacionamento dos comerciantes com os povos das sanzalas era fruto de uma actividade onde os interesses mútuos se cruzavam. Para o comerciante do mato é do bom relacionamento com os nativos que depende a sua própria sobrevivência e foi este equilíbrio estável que foi irremediavelmente perdido. E, assim, de maneira pouco política e irresponsável, as autoridades portuguesas entregaram à guarda da UPA, grupo armado de assassinos ao serviço dos interesses americanos, os povos com quem convivemos durante centenas de anos. Este convívio nem sempre foi feito da melhor maneira, mas mais por culpa das autoridades que preferiam, em vez do respeito mútuo, incutir em terra alheia a submissão e o medo, esquecendo os valores do humanismo cristão que tanto apregoavam.

Só muito mais tarde adoptaram a política da “psico”, tentando atrair as populações africanas a aldeamentos modelo guardados pelos “flechas” e visitados pelos altos governantes, como exemplo da convivência com os povos nativos.

Quitexe 61 - Uma Tragédia Anunciada, João Nogueira Garcia

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