EDITORIAL
Uns como civis,
outros militares,
de todos os continentes
e cores, feitios,e ideologia
, de um lado ,de ambos, ou
do outro lado da barricada,
ou de nenhum dos lados...
Este é o espaço de todos os que
em algum tempo da sua vida comungaram passageiramente, ou enraizadamente do solo e cultura do ex-ultramar lusitano...
do brasil a timor, de macau à india...
Na crisa do sol e da chuva,
da lua e da brisa do mar,
comungamos todos esse olhar sem fim
de esperança na Humanidade...
DESERDADOS DA FORTUNA...
Refractários talvez...
DESERTORES? NUNCA !!!
digite uma palavra
toque
rádio pinóquio
terça-feira, 25 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
para reflectir... O QUIPOMBO -1961
O Kipombo
Estamos em Agosto de 1951 e os povos das sanzalas começam a descascar o café segundo o método tradicional no pirão. Em algumas sanzalas foram instalados, mais tarde, descascadores mecânicos accionados por motores de explosão que tornam a tarefa mil vezes mais rápida.
O café, depois de apanhado no cafezal, chama-se cereja e é de cor verde. À medida que vai amadurecendo fica com tons variados, do amarelo ao vermelho vivo. A cereja é espalhada nos terreiros de modo a ser mexida três vezes ao dia para não fermentar e secar mais rapidamente. Conforme vai secando vai ficando com um tom castanho escuro, passando a designar-se por “mabuba”. Quando bem seca pode ser armazenada para posteriormente ser descascada ficando, finalmente, o grão de café.
Em 51 a produção indígena era ainda processada nas sanzalas com o pirão pois os comerciantes só compravam café limpo, que era ensacado em sacos de juta de 80 Kg. Todas as manhãs caravanas de indígenas, velhos, homens, mulheres e crianças transportam à cabeça sacos e quindas de café vindos de diversas sanzalas, espalhando-se pelas três casas comerciais conforme as suas simpatias.
A estes agricultores eram distribuídas umas latas de leite vazias que serviam de medida para, cada um em sua casa, saber os “quilos” de café que trazia para venda. Essa lata, quando cheia de café, pesava 1200/1300 gramas, tendo sido baptizada por um comerciante dos lados do Toto, de nome Pombo, com o nome de Kipombo, como equivalente, em volume de café, ao Kilograma. Era esta a medida que estava generalizada por toda a região do café.
Para o indígena o dinheiro pouco valor tinha, o que contava era o que levava de géneros para casa. Assim, se trouxessem 100 kipombos o comerciante reclamava se não pesassem pelo menos 120 Kg. Como o preço do kipombo era estabelecido em função do preço por quilo pago pelos exportadores em Luanda e, por vezes com a concordância das Autoridades Administrativas, o comerciante tinha no mínimo, para além da margem de revenda, uma margem de 200gramas por quilo de café. Esta margem era retribuída, em parte, ao vendedor , através do obrigatório mata-bicho que consistia em dar o mungo (sal) o vigié (peixe seco), a melele (tecido para o quimone e a tanga), o sabão, a missanga e o lenço.
Tomando como exemplo a família do Velho Canzenza, nove mulheres e já não sei quantos filhos, o mata-bicho a dar era grande, mas a quantidade de café comprada, à volta de 150 quilos dava para que todas as mulheres e filhos de diversas idades voltassem contentes para a sanzala. O Velho era contemplado com uma garrafa de aguardente.
Podemos dizer que o “marketing” do comerciante se baseava na “oferta” do mata-bicho, na sua qualidade e abundância. Por graça, refiro que uma das alcunhas de um comerciante era Mandafama, porque, depois de dar o mata-bicho dizia para o negro: -“ Manda fama! Manda fama!” (espalha a fama do meu mata-bicho).
Um dia, quando paguei ao Velho Cazenza, contando as notas de angolares perguntei-lhe:
- Está certo?
- Está certo, patrão!
- Como é que Canzenza sabe que está certo se não sabe de contas?
- Mas eu sabe, patrão...
E vai-me explicar: tinham-se feito 7 pesagens de café; 7 sacos levando cada um 20 kipombos a 10 angolares o que totalizava 1400 angolares.
Então o velho manda as mulheres porem lado a lado cada um dos sete sacos e diz-me:
- Patrão, troca o quitar (dinheiro) em notas cama, cama (cem, cem).
Assim fiz, e então o velho agarra nas notas e começa a pôr, em cima de cada saco, duas notas de cem. Fez o mesmo com todos os sacos e, quando chegou ao fim, lá estavam na mão as duas notas para cobrir o último saco.
- Como vês patrão, está certo. Se faltasse dinheiro as notas não chegavam para cobrir todos os sacos. Chegaram, está certo!
Fiquei de boca aberta, eles bem sabiam quando estavam a ser roubados pelos comerciantes sem escrúpulos.
Feitas as contas o Velho diz para ir ao livro para pagar parte do débito. Então começa a descrição:
- No dia tal foi o mala peixe.
- Está certo patrão.
- No dia tal isto e aquilo, e ele ia confirmando.
- Soma patrão!
Se totalizava, por exemplo, 1500 angolares ele dava mil e ficava a dever quinhentos, o que era bom sinal porque se pagasse tudo era por que deixaria de ser freguês. Depois ia gastar o resto do dinheiro nas compras mais necessárias, não esquecendo os milongo (remédios) para o lombriga, para o diarreia, para o dor de cabeça, o mata dores, e mais ao ouvido dizia-me:
- Oh patrão arranja comigo milongo pró guso (remédio para a impotência), também havia!
Mas, não se pense que os únicos explorados eram os indígenas. Os comerciantes eram, afinal, os intermediários entre estes e os grandes exportadores de Luanda, que enriqueciam à custa dos pequenos comerciantes que, sem possibilidades económicas, eram obrigados a vender o café que compravam numa semana, para arranjarem dinheiro para comprarem na semana seguinte. Os exportadores vão enchendo os grandes armazéns que têm em Luanda com café comprado a baixo preço na altura da colheita. Quando a oferta é muito superior à procura o comerciante do mato tem que se sujeitar à chantagem dos preços que lhe impõem e, também aos mil e um defeitos atribuídos na classificação do café: muito bago furado, bago miúdo, muita humidade, muitas impurezas. Todos nós sabemos que nos próximos três a quatro meses, quando os grandes barcos começarem a carregar os milhares de toneladas de café que os exportadores têm armazenadas, a situação inverte-se, a procura é maior que a oferta e os preços disparam. E, então o pequeno comerciante toma consciência de que quem mais lucrou foram os grandes exportadores que, em Luanda, sentados a uma secretária, exploram os homens do mato que no interior de Angola, em situações de isolamento, sem qualquer conforto, vão em convívio fraterno, porque não dizê-lo, com os africanos, criando um modus vivendi de interdependência.
publicado por Quimbanze às 22:37link do post comentar adicionar aos favoritos
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
A repressão
Após o ataque ao Quitexe as populações das grandes sanzalas como o Catulo, Dambi Angola, Ambuíla e o Quitoque permaneceram nelas, pacificamente. Os carros circulavam no seu interior, sem qualquer hostilidade. Há como que uma pausa para avaliar a situação pois creio que, embora todos os pretos estejam ao corrente do que se passa , inicialmente, só uma pequena parte terá aderido à UPA e ao ataque ao Quitexe e às fazendas. A UPA só conseguiu alguns êxitos no primeiro dia dada a surpresa, pois se estivessem as fazendas alertadas, tudo tinha sido diferente. As autoridades estavam, afinal, a par do que iria acontecer, dia e hora, como posteriormente se veio a saber. Porque não alertaram as fazendas e as povoações da iminência do ataque? Porque deixaram morrer tantos brancos, mulheres e crianças sem saberem por que estavam a ser esquartejados à catanada?
A UPA, à semelhança do que se passou no Congo Belga, confiou que os brancos, cheios de medo, abandonassem em fuga as suas terras, o que, por pouco não conseguiu. Só, talvez a presença de largos milhares de contratados do Sul, agora todos classificados de Bailundos o terá evitado. Só na área do Posto do Quitexe haverá quatro ou cinco vezes mais Bailundos que toda a população local africana. Por variadas razões estão totalmente ao nosso lado e, assim evitam que a actividade cafeícula paralise. E foi, graças ao valor económico do café e à permanência dos Bailundos nesta região, que a maioria das fazendas, entregues a gerentes e empregados brancos conseguiu manter-se em laboração. Estes, à noite, ainda ajudavam na defesa do Quitexe. Os comerciantes abalaram para Luanda; sem os povos das sanzalas nada mais os prendia aqui: não havia a quem vender, nem a quem comprar.
A repressão que se segue é brutal. Não se procura uma alternativa. Entretanto, eu e o Martins Gonçalves propomos tentar entrar em contacto com as sanzalas, mas a nossa sugestão é liminarmente excluída: não havia ordem para isso.
As sanzalas são metralhadas e incendiadas. Homens, mulheres, velhos e crianças iniciam a debandada; levam consigo os poucos haveres que conseguem reunir. O seu destino são as matas impenetráveis da Serra do Quimbinde, da Serra do Quitoque, do maciço da Serra do Cananga. Vão, quem sabe, à procura dos lugares dos seus antepassados, de onde, um dia, foram obrigados a sair, pela força, para se fixarem junto às estradas que correm no sopé das serras e dão acesso aos Postos Administrativos e, agora, às povoações da população branca e às sanzalas africanas.
A morte de todos os pretos da região, sentenciada pela Pide, braço da repressão do governo, secundada pelos agentes das autoridades administrativas e outros mais sedentos de vingança, conseguiu, em poucos dias destruir o equilíbrio simbólico que existia entre o poder das autoridades portuguesas e o poder africano do sobas.
O bom relacionamento dos comerciantes com os povos das sanzalas era fruto de uma actividade onde os interesses mútuos se cruzavam. Para o comerciante do mato é do bom relacionamento com os nativos que depende a sua própria sobrevivência e foi este equilíbrio estável que foi irremediavelmente perdido. E, assim, de maneira pouco política e irresponsável, as autoridades portuguesas entregaram à guarda da UPA, grupo armado de assassinos ao serviço dos interesses americanos, os povos com quem convivemos durante centenas de anos. Este convívio nem sempre foi feito da melhor maneira, mas mais por culpa das autoridades que preferiam, em vez do respeito mútuo, incutir em terra alheia a submissão e o medo, esquecendo os valores do humanismo cristão que tanto apregoavam.
Só muito mais tarde adoptaram a política da “psico”, tentando atrair as populações africanas a aldeamentos modelo guardados pelos “flechas” e visitados pelos altos governantes, como exemplo da convivência com os povos nativos.
Quitexe 61 - Uma Tragédia Anunciada, João Nogueira Garcia
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
O “Camarada” ARNALDO PIMENTA
– é um tipo fixe…”porém”é dragão fanático…
- é um ex combatente…
- é candidado a “presidente da junta de argivai” …
- é um válido elemento da oposição ao “poder laranja”
-é uma mais valia para a cidadania local
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
ENCONTRO com D. SEBASTIÃO
Encontro com D. Sebastião
As ondas baloiçam
no mar da Póvoa.
O mar enrola na areia
e tráz consigo uma caravela
Eis que chega D. Sebastião
O ETERNO RETORNADO.
Segue sempre em frente
na sua satisfação insatisfeita
Encontro-me com ele numa esquina:
- Que me queres Pá? Conheço-te de onde?
-Amigo sou SEBASTIÃO “o Desejado”..
-Tu ?! Não brinques comigo !!!
Chegou D. Sebastião barbado
e cabelo grande…
Chegou D. Sebastião mais parecido
no vestir e na forma com um hippy…
Se és D. Sebastião
se és meu amigo,
fala comigo!
Diz-me então porque voltaste!
Voltei porque a raposa matreira
me disse que aqui os rios cantavam
e que tudo nascia e não morria
como em eterma Primavera !
Sim és D. Sebastião.
Sonhas sempre! sonhas Sempre!
Serás sempre Jovem! sempre o Serás!
Agora Vê !Que vale sonhar Sebastião?
Sim dizes bem
que vale sonhar!
pois vale para acordarmos depois
e sentirmos como eu agora-triste
triste por ver que as pedras emagrecem
no desgastante andar dos famintos
pelas calçadas.
triste por ver que as folhas continuam
a envelhecer…
…que tudo morre…
…e nada chega a VIVER !!!
Póvoa de Varzim, 23 de Agosto de 1976
in” Poesia Incontinente- ngola gomes
renato gomes pereira “
sábado, 20 de junho de 2009
O PCP na ordem...em 25 Novembro de 1975

Jaime Neves reage às críticas dos comunistas e recorda o problema de África
O coronel Jaime Neves, figura preponderante dos operacionais do golpe militar de 25 de Novembro de 1975, desvalorizou as críticas do PCP à sua anunciada promoção a general, noticia a Lusa.
«Quem é que em 1975 pôs o PCP na ordem? Quem é que travou o PCP? Quem é que os obrigou a encolherem-se? É natural que eles não gostem de mim, eu também não tenho simpatia por eles. No entanto respeito-os. É natural que sempre que possam mandem uns pontas-de-lança mandar umas bocas ou façam uns comunicados. Mas eu tenho uma coisa a dizer: os cães ladram, a caravana passa», disse.
Para Jaime Neves, a promoção traduz um «reconhecimento tardio» da sua acção como chefe militar. «Foi a frase que o senhor Chefe de Estado-Maior do Exército usou, reconhecimento tardio. E tive que dizer que sim. E obrigado e fico à espera. Disse-me que o diploma tinha sido enviado para o senhor Presidente da República e que quando viesse falaria comigo. Estou à espera», relatou.
O problema de África
«Na altura não me apercebi bem do que era abandonar África, não dei o devido relevo. Se eu me tivesse apercebido que íamos abandonar África com certeza que não sei se entraria [na revolução de Abril]. Pelo menos não tomava parte activa», disse.
Para Jaime Neves, o «problema de África tinha que ser resolvido», mas os responsáveis políticos do pós-25 de Abril em Portugal demitiram-se de «controlar a independência».
«A independência devia ter sido controlada por nós. Angola e Moçambique tinha muitos brancos já nascidos lá. Lembro-me em Moçambique de haver a quinta e sexta geração. Como é, foram ignorados? Tinham que ter uma palavra a dizer», referiu.
E acrescentou: «Havia muitas maneiras de ficarmos em África. Não sou um defensor do Portugal inalienável e indivisível. Se a Guiné não aguentava, tenho muita pena, largávamos a Guiné. Mas isso não nos obrigava a largar Angola e Moçambique. Em Angola, quando se deu o 25 de Abril, não havia um tiro há seis meses.»
«Éramos uma espécie de bombeiros voluntários do país»
O coronel, que se notabilizou na unidade de Comandos em África e na Índia, frisou que participou na revolução de Abril «com convicção», após uma conversa que teve, já em Lisboa, com Otelo. No entanto, tudo começou a mudar uma vez deposto o Estado Novo.
«A seguir ao 25 de Abril eu fiquei em Lisboa com 500 homens. Éramos uma espécie de bombeiros voluntários do país. Fui para o Limoeiro quando os presos se revoltaram e pegaram fogo àquilo tudo, fui para a TAP para ver se metia os gajos a trabalhar, fui para imensas esquadras onde a população fechava os polícias, chamava-lhes nomes não havia autoridade neste país. Não foi para isso que fiz o 25 de Abril. Então eu fiz o 25 de Abril para instaurar no nosso país a indisciplina e a falta de respeito? Isso não», disse.
À «indisciplina e anarquia» Jaime Neves acrescenta outra razão: «Eu não fiz o 25 de Abril para ver o PCP e forças de extrema-esquerda a assenhorarem-se deste país e a mandarem em tudo.»
Hoje com 73 anos, o antigo operacional dos Comandos admitiu ter sido «o homem certo, no local certo e na hora exacta», desvalorizou a notoriedade alcançada em 1975 e disse que «não mudou nada» na sua vida depois de ter protagonizado acontecimentos marcantes da História recente de Portugal.
«Estive sempre a comandar o regimento de comandos e saí em 1981. Depois fui trabalhar 12 anos com o meu amigo e empresário Jorge de Brito e, ao fim desse tempo, uns companheiros meus dos comandos convidaram-me e fundámos uma empresa de segurança», relatou.
«Não posso estar satisfeito com a situação actual do nosso país se olho à minha volta e vejo tudo descontente. Chego eu próprio a pôr em dúvida se valeu a pena.
Honestamente», concluiu.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Confusão… ou neurónios queimados?
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Durante muito tempo, não tive resposta
para o fenómeno… Sempre me habituei ao
barulho das genstes e das cidades…
quem viveu na Luanda dos anos 70, ou
noutra qualquer cidade cosmopolita do mundo
sabe que a vida corre a uma velocidade estonteante
e o barulho é próprio e natural e temos que
entabular conversa uns com os outros
no meio desse barulho de sons mecânicos e vozes humanas…
Custa-me a perceber pessoas que chamam à vida confusão…
..e que mandam calar todos, e querem silêncio
e acusam-nos de falar muito alto…
como se fossemos bestas ou animais…
Concluo que são pessoas que “fundiram a cuca” ou
tem os neurónios “queimados”
Viva o barulho exterior !!! Viva o falar alto !!!
Viva o silêncio interior… da alma !!!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Aguardando Justiça...

(adaptação e imagem da autoria do blog)
A CHEGADA
Foi num 10 de Junho do ano de 1975
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
NO JORNAL a letra escura…
No Jornal a letra escura
ontem a três colunas dizia
não sei se verdade ou utopia,
podíamos entrar em ditadura.
Só não caí da cadeira
porque não era velha
mas ao pulo que dei
ela ficou de que maneira!!!
Podíamos entrar em ditadura…
“mas que grande diabrura”!!!
Quem foi o da ideia
que pôs o dedo na queimadura ????
Ngola Gomes
in poesia incontinente
Luanda 15 de Fevereiro de 1975
segunda-feira, 20 de abril de 2009
MEU PÉ DE JINDUNGUEIRO
Cá -fico eu
descalço
e um País
mas que
verdadeiramente
africano ...
JOÃO SOARES

quarta-feira, 15 de abril de 2009
QUITEXE -história

Cemitério
Trago hoje duas fotografias de lápides que existiam no cemitério do Quitexe e que evocavam, uma, os mortos no dia 15 de Março de 61 e a outra os militares portugueses, todos sepultados naquele cemitério. Estas fotografias foram retiradas do site http://ultramar.terraweb.biz/, não estando identificado o seu autor, a quem agradeço.
O que mais impressiona são as crianças!
Laura de Jesus Soares da Ressureição - 4 anos
Luiz Osvaldo Fernandes Corrente - 5 anos
José Manuel Cebola Guerreiro - 6 anos
José Luiz dos Santos Albuquerque - 7 anos
Humberto Romano de Freitas Silva - 8 anos
Maria Emília dos Santos Albuquerque - 9 anos
Ilda dos Prazeres Soares
Adelina (?) da Conceição das Dores Teixeira Fernandes
Umbelina dos Santos Carmo
Joaquina de Jesus Guerra Borges
Maria Coelho Guerreiro
Maria Cesaltina Pires Ferreira
Esposa de António Mendes
Mário da Ressureição
Carlos Taylor Corrente
Manuel Maria Gurreiro Mendes
Henrique do Nascimento Pires
José Poço
António Mendes
Vieram morrer tão longe da sua terra!
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terça-feira, 14 de abril de 2009
O PASSADO E O FUTURO








