EDITORIAL

SOMOS MUITOS...
Uns como civis,
outros militares,
de todos os continentes
e cores, feitios,e ideologia
, de um lado ,de ambos, ou
do outro lado da barricada,
ou de nenhum dos lados...
Este é o espaço de todos os que
em algum tempo da sua vida comungaram passageiramente, ou enraizadamente do solo e cultura do ex-ultramar lusitano...
do brasil a timor, de macau à india...
Na crisa do sol e da chuva,
da lua e da brisa do mar,
comungamos todos esse olhar sem fim
de esperança na Humanidade...
DESERDADOS DA FORTUNA...
Refractários talvez...
DESERTORES? NUNCA !!!

digite uma palavra

toque

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Correio do Patriota - Luanda contacta Kinshasa para conter vaga de expulsões

 

Luanda contacta Kinshasa para conter vaga de expulsões

 

08-Out-2009

ImagemO vice-ministro das Relações Exteriores de Angola, George Chicoty, disse hoje que as autoridades angolanas estão a manter contactos "ao mais alto nível" com o Governo da RD Congo para "conter" a expulsão de cidadãos angolanos.

George Chicoty, que lidera a comissão constituída pelo Governo angolano para acompanhar o caso, referiu que "é urgente" este contacto com as autoridades congolesas para uma sensibilização no sentido de conter a situação.

"Pensamos que é urgente num primeiro tempo, a um nível mais alto, tentarmos sensibilizar para conter a situação e, num segundo tempo, trabalhar a um nível mais adequado das comissões mistas bilaterais", disse o vice-ministro.

Segundo o governante angolano, as comissões mistas bilaterais devem trabalhar na análise de questões ligadas à fronteira, de modo geral, e dos cidadãos estrangeiros e refugiados em ambos os países.

O número de angolanos que entram no país pelas fronteiras das províncias do Zaire, Cabinda e Uíge, já atingiu os 3.000, consequência do repatriamento forçado, que se verifica desde segunda-feira. Só na fronteira de Kimbata, no Uíge, estão concentrados mais de 1.000 repatriados e o governador provincial Mawete Baptista já alertou para a chegada iminente de mais 15 mil.

Angola e República Democrática do Congo têm uma extensão de fronteira terrestre de mais de 2.000 quilómetros e com a República do Congo, país que deu início às expulsões, uma faixa de mais de 200 quilómetros.

Os repatriamentos forçados do Congo-Kinshasa começaram na segunda-feira depois do Parlamento congolês ter aprovado uma resolução de expulsão de angolanos, o que está a ser encarado por Luanda como uma resposta às operações de repatriamento de congoleses ilegais das zonas diamantíferas das Lundas, Norte e Sul.

Nos últimos anos foram expulsos de Angola mais de 100 mil congoleses que se dedicavam ao garimpo ilegal de diamantes.

Mais de mil angolanos são expulsos da RD Congo

Mais de mil angolanos expulsos da República Democrática do Congo (RDC) estão concentrados junto à fronteira de Kimbata, Uíge, e são esperados mais 15 mil no mesmo local, afirmou o governador da província, Mawete Baptista.

"Mais de 15 mil pessoas encontram-se a caminho em direcção a fronteira de Kimbata expulsos de forma triste pelas autoridades do país vizinho, não sendo angolanos ilegais naquele território", lamentou Mawete Baptista citado pela imprensa estatal angolana.

A expulsão de angolanos da RDC começou na segunda-feira depois do Parlamento de Kinshasa ter aprovado uma autorização legal para o efeito. Actualmente são já milhares, embora sem números oficiais, os cidadãos angolanos expulsos por populares congoleses para as fronteiras, com destaque para as províncias angolanas de Cabinda, Zaire e Uíge.

Angola e o Congo-Kinshasa partilham uma fronteira de dois mil quilómetros e em mais de uma dezena de postos fronteiriços foram registados agrupamentos de pessoas que deixaram a RDC, alguns após dezenas de anos de permanência no país vizinho.

A exemplo do que acontece nas fronteiras da província do Uíge com a RDC, também no Zaire e Cabinda, as autoridades provinciais e o Ministério da Reinserção e Assistência Social estão a colocar no terreno equipas para ajudar e apoiar os repatriados com bens essenciais, nomeadamente tendas, roupas e alimentos. A par de Kimbata, no Uíge, onde o governador local, Mawete Baptista, já alertou para a chegada em breve de mais 15 mil pessoas, é em Pedra do Feitiço, no Zaire, onde se concentra o maior número de repatriados.

Perante este cenário, onde o número de angolanos expulsos da RDC nas fronteiras cresce a cada dia que passa, o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas angolanas, general Francisco Furtado, já disse, em declarações à Lusa, que Luanda não deve ripostar com medidas semelhantes.

Francisco Furtado sublinhou, no entanto, que existem mais de um milhão de congoleses em Angola e que os angolanos que estão a sair à força da RDC não são ilegais já que muitos são estudantes, outros refugiados do tempo da guerra e há também pessoas que ali viviam há mais de 30 anos com a sua situação regularizada. "Mas os congoleses repatriados de Angola são todos ilegais que se dedicavam ao garimpo ilegal de diamantes", apontou o general.

Também o governo já criou uma comissão, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, George Chicoty, que vai negociar com as autoridades de Kinshasa uma solução para o problema. Os angolanos expulsos da região de Muanda, no Baixo Congo, relataram que algumas rádios locais estão a lançar apelos à população para perseguirem angolanos em retaliação pelas expulsões de Angola.

Os congoleses que foram expulsos de Angola são apontados pelos angolanos repatriados como os principais protagonistas das perseguições a angolanos em território da RDC.

Fonte: Diário de Notícias, 8 de Outubro de 2009

Correio do Patriota - Luanda contacta Kinshasa para conter vaga de expulsões

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Carlos Alberto Contreiras Gouveia

PROTO-CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA de ANGOLA

 

angolaCntr 18  

 

 

 

 

 

 

 

http://partidorepublicanodeangola.blogspot.com/     PREA

Blogger: Perfil do usuário: Carlos Alberto Contreiras Gouveia

Este Angolano Pediu recentemente

Asilo Politico em Espanha…

 

http://partidorepublicanodeangola.blogspot.com/

PARTIDO REPUBLICANO DE ANGOLAbandeiraprea

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

BATRÁQUIOS, batráquios…

Piceuro00 

    Este Cardeal, foi em tempos,nos anos 1973/75

meu professor de Moral no então Liceu Nacional

Paulo Dias de Novais, em Luanda…

     D. Alexande Nascimento , ensinou-me

certamente muitas coisas ,e parte do que sou

também o sou por ele..sempre gostei da disciplina

de moral..mas dele o que mais recordo era a frase

de saudação logo que entrava na sala dirigia-se para

o fundo e estendendo a mão direira rodava o braço

para o lado das janelas à direita e dizia sempre:

Batráquios, Batráquios !!!

Perto estavamos nós os alunos, ao longe lá fora

fica(va) o Seminário …

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O BLOG do José Milhazes e o seu livro

http://darussia.blogspot.com

 

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Convite para lançamento de meu livro sobre Angola

"O enfoque deste livro, como o próprio título sugere, é uma tentativa, ensaiada pela primeira vez, de colocar em perspectiva uma série de questões altamente contro-versas, e em grande parte desconhecidas, sobre um passado ainda envolto em secretismo: o expansionismo militar soviético na África Austral, mais propriamente em Angola. Para tal, o autor acedeu a documentação dos arquivos russos e entrevistou veteranos de guerra, bem como altas personalidades da política soviética. O presente volume oferece, assim, uma ampla gama de ma-térias para todos quantos se interessam pela ingerência soviética em Angola e até no Golfo da Guiné. Toda a sua estrutura se ampara, do princípio ao fim, em fontes russas, trazendo ao conhecimento dos leitores de língua portuguesa um debate que, pouco a pouco, apesar do difícil acesso às fontes, começa a despontar no firma-mento das preocupações da intelligentsia russa e a dar os primeiros frutos: o de saber até que ponto a interven-ção em África, ditada por objectivos geopolíticos e expansionistas, respondeu efectivamente aos interesses globais do Estado russo e quais as causas do seu fracasso".

O lançamento terá lugar na livraria Círculo das Letras, na rua Augusto Gil, 15B, em Lisboa (entre a Av. de Roma e o Campo Pequeno), no dia 9, pelas 18h30.

Caros leitores, serão bem-vindos.

Publicada por Jose Milhazes em 21:13

Da Rússia

sábado, 26 de setembro de 2009

A LUTA DE CLASSES… 1848 – REVOLUÇÃO fRANCESA

    OS CIDADÃO GOZAM DO DIREITO DE ASSOCIAÇÃO,DE SE REUNIR PACIFICAMENTE E SEM ARMAS,DE FORMULAR PETIÇÕES E EXPRESSAR  AS SUAS OPINIÕES NA IMPRENSA OU POR QUALQUER OUTRO MEIO… (constituição francesa –1848)

manik

domingo, 13 de setembro de 2009

argivai-online

ATAQUES AOS BLOGUES

Ataques aos blogues

ATAQUES AOS BLOGUESWB01748_

     O nosso blog argivai-online foi alvo de um ataque esta madrugada 13 de Setembro…

     Felizmente conseguimos recuperar a sua configuração inicial, com a ajuda do sistema e dados gravados…

 Não sabemos qual o gozo que dá estragar o trabalho dos outros, mas não  queremos acreditar que se trate de hackers ou bloggers ou similares, pois não vemos motivo para o fazerem…

      Claro que  O MOVIMENTO BLOGUER á escala planetária afronta com os ditadorzinhos locais, os ditadores regionais, os ditadores nacionais e os ditadores internacionais…e cada vez mais se substitui á imprensa tradicional e se furta à censura económica que hoje é apanágio dos grandes massmédia…

          Mas nós não nos julgamos assim tão importantes…

        Atribuimos o facto a alguma “mosca varejeira” que entrou acidentalmente nos nossos circuitos, provinda de uma qualquer “lixeira” repleta de acidez citrica em fase de transformação biodegradante, ou reciclável….

argivai-online

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

JONAS SAVIMBI disse algures:

  “O Sim só tem valor

quando é dito

por aqueles que também

podem dizer NÃO”

123

terça-feira, 25 de agosto de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

O ABSTENSUS

 

DESPERDIÇA O SEU VOTO …

abstensus

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

para reflectir... O QUIPOMBO -1961

http://quitexe.blogs.sapo.pt/

O Kipombo


Estamos em Agosto de 1951 e os povos das sanzalas começam a descascar o café segundo o método tradicional no pirão. Em algumas sanzalas foram instalados, mais tarde, descascadores mecânicos accionados por motores de explosão que tornam a tarefa mil vezes mais rápida.

O café, depois de apanhado no cafezal, chama-se cereja e é de cor verde. À medida que vai amadurecendo fica com tons variados, do amarelo ao vermelho vivo. A cereja é espalhada nos terreiros de modo a ser mexida três vezes ao dia para não fermentar e secar mais rapidamente. Conforme vai secando vai ficando com um tom castanho escuro, passando a designar-se por “mabuba”. Quando bem seca pode ser armazenada para posteriormente ser descascada ficando, finalmente, o grão de café.

Em 51 a produção indígena era ainda processada nas sanzalas com o pirão pois os comerciantes só compravam café limpo, que era ensacado em sacos de juta de 80 Kg. Todas as manhãs caravanas de indígenas, velhos, homens, mulheres e crianças transportam à cabeça sacos e quindas de café vindos de diversas sanzalas, espalhando-se pelas três casas comerciais conforme as suas simpatias.

A estes agricultores eram distribuídas umas latas de leite vazias que serviam de medida para, cada um em sua casa, saber os “quilos” de café que trazia para venda. Essa lata, quando cheia de café, pesava 1200/1300 gramas, tendo sido baptizada por um comerciante dos lados do Toto, de nome Pombo, com o nome de Kipombo, como equivalente, em volume de café, ao Kilograma. Era esta a medida que estava generalizada por toda a região do café.

Para o indígena o dinheiro pouco valor tinha, o que contava era o que levava de géneros para casa. Assim, se trouxessem 100 kipombos o comerciante reclamava se não pesassem pelo menos 120 Kg. Como o preço do kipombo era estabelecido em função do preço por quilo pago pelos exportadores em Luanda e, por vezes com a concordância das Autoridades Administrativas, o comerciante tinha no mínimo, para além da margem de revenda, uma margem de 200gramas por quilo de café. Esta margem era retribuída, em parte, ao vendedor , através do obrigatório mata-bicho que consistia em dar o mungo (sal) o vigié (peixe seco), a melele (tecido para o quimone e a tanga), o sabão, a missanga e o lenço.
Tomando como exemplo a família do Velho Canzenza, nove mulheres e já não sei quantos filhos, o mata-bicho a dar era grande, mas a quantidade de café comprada, à volta de 150 quilos dava para que todas as mulheres e filhos de diversas idades voltassem contentes para a sanzala. O Velho era contemplado com uma garrafa de aguardente.

Podemos dizer que o “marketing” do comerciante se baseava na “oferta” do mata-bicho, na sua qualidade e abundância. Por graça, refiro que uma das alcunhas de um comerciante era Mandafama, porque, depois de dar o mata-bicho dizia para o negro: -“ Manda fama! Manda fama!” (espalha a fama do meu mata-bicho).

Um dia, quando paguei ao Velho Cazenza, contando as notas de angolares perguntei-lhe:

- Está certo?
- Está certo, patrão!
- Como é que Canzenza sabe que está certo se não sabe de contas?
- Mas eu sabe, patrão...

E vai-me explicar: tinham-se feito 7 pesagens de café; 7 sacos levando cada um 20 kipombos a 10 angolares o que totalizava 1400 angolares.

Então o velho manda as mulheres porem lado a lado cada um dos sete sacos e diz-me:

- Patrão, troca o quitar (dinheiro) em notas cama, cama (cem, cem).

Assim fiz, e então o velho agarra nas notas e começa a pôr, em cima de cada saco, duas notas de cem. Fez o mesmo com todos os sacos e, quando chegou ao fim, lá estavam na mão as duas notas para cobrir o último saco.
- Como vês patrão, está certo. Se faltasse dinheiro as notas não chegavam para cobrir todos os sacos. Chegaram, está certo!

Fiquei de boca aberta, eles bem sabiam quando estavam a ser roubados pelos comerciantes sem escrúpulos.

Feitas as contas o Velho diz para ir ao livro para pagar parte do débito. Então começa a descrição:

- No dia tal foi o mala peixe.
- Está certo patrão.
- No dia tal isto e aquilo, e ele ia confirmando.
- Soma patrão!

Se totalizava, por exemplo, 1500 angolares ele dava mil e ficava a dever quinhentos, o que era bom sinal porque se pagasse tudo era por que deixaria de ser freguês. Depois ia gastar o resto do dinheiro nas compras mais necessárias, não esquecendo os milongo (remédios) para o lombriga, para o diarreia, para o dor de cabeça, o mata dores, e mais ao ouvido dizia-me:
- Oh patrão arranja comigo milongo pró guso (remédio para a impotência), também havia!

Mas, não se pense que os únicos explorados eram os indígenas. Os comerciantes eram, afinal, os intermediários entre estes e os grandes exportadores de Luanda, que enriqueciam à custa dos pequenos comerciantes que, sem possibilidades económicas, eram obrigados a vender o café que compravam numa semana, para arranjarem dinheiro para comprarem na semana seguinte. Os exportadores vão enchendo os grandes armazéns que têm em Luanda com café comprado a baixo preço na altura da colheita. Quando a oferta é muito superior à procura o comerciante do mato tem que se sujeitar à chantagem dos preços que lhe impõem e, também aos mil e um defeitos atribuídos na classificação do café: muito bago furado, bago miúdo, muita humidade, muitas impurezas. Todos nós sabemos que nos próximos três a quatro meses, quando os grandes barcos começarem a carregar os milhares de toneladas de café que os exportadores têm armazenadas, a situação inverte-se, a procura é maior que a oferta e os preços disparam. E, então o pequeno comerciante toma consciência de que quem mais lucrou foram os grandes exportadores que, em Luanda, sentados a uma secretária, exploram os homens do mato que no interior de Angola, em situações de isolamento, sem qualquer conforto, vão em convívio fraterno, porque não dizê-lo, com os africanos, criando um modus vivendi de interdependência.
publicado por Quimbanze às 22:37link do post comentar adicionar aos favoritos
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
A repressão
Após o ataque ao Quitexe as populações das grandes sanzalas como o Catulo, Dambi Angola, Ambuíla e o Quitoque permaneceram nelas, pacificamente. Os carros circulavam no seu interior, sem qualquer hostilidade. Há como que uma pausa para avaliar a situação pois creio que, embora todos os pretos estejam ao corrente do que se passa , inicialmente, só uma pequena parte terá aderido à UPA e ao ataque ao Quitexe e às fazendas. A UPA só conseguiu alguns êxitos no primeiro dia dada a surpresa, pois se estivessem as fazendas alertadas, tudo tinha sido diferente. As autoridades estavam, afinal, a par do que iria acontecer, dia e hora, como posteriormente se veio a saber. Porque não alertaram as fazendas e as povoações da iminência do ataque? Porque deixaram morrer tantos brancos, mulheres e crianças sem saberem por que estavam a ser esquartejados à catanada?

A UPA, à semelhança do que se passou no Congo Belga, confiou que os brancos, cheios de medo, abandonassem em fuga as suas terras, o que, por pouco não conseguiu. Só, talvez a presença de largos milhares de contratados do Sul, agora todos classificados de Bailundos o terá evitado. Só na área do Posto do Quitexe haverá quatro ou cinco vezes mais Bailundos que toda a população local africana. Por variadas razões estão totalmente ao nosso lado e, assim evitam que a actividade cafeícula paralise. E foi, graças ao valor económico do café e à permanência dos Bailundos nesta região, que a maioria das fazendas, entregues a gerentes e empregados brancos conseguiu manter-se em laboração. Estes, à noite, ainda ajudavam na defesa do Quitexe. Os comerciantes abalaram para Luanda; sem os povos das sanzalas nada mais os prendia aqui: não havia a quem vender, nem a quem comprar.

A repressão que se segue é brutal. Não se procura uma alternativa. Entretanto, eu e o Martins Gonçalves propomos tentar entrar em contacto com as sanzalas, mas a nossa sugestão é liminarmente excluída: não havia ordem para isso.

As sanzalas são metralhadas e incendiadas. Homens, mulheres, velhos e crianças iniciam a debandada; levam consigo os poucos haveres que conseguem reunir. O seu destino são as matas impenetráveis da Serra do Quimbinde, da Serra do Quitoque, do maciço da Serra do Cananga. Vão, quem sabe, à procura dos lugares dos seus antepassados, de onde, um dia, foram obrigados a sair, pela força, para se fixarem junto às estradas que correm no sopé das serras e dão acesso aos Postos Administrativos e, agora, às povoações da população branca e às sanzalas africanas.

A morte de todos os pretos da região, sentenciada pela Pide, braço da repressão do governo, secundada pelos agentes das autoridades administrativas e outros mais sedentos de vingança, conseguiu, em poucos dias destruir o equilíbrio simbólico que existia entre o poder das autoridades portuguesas e o poder africano do sobas.

O bom relacionamento dos comerciantes com os povos das sanzalas era fruto de uma actividade onde os interesses mútuos se cruzavam. Para o comerciante do mato é do bom relacionamento com os nativos que depende a sua própria sobrevivência e foi este equilíbrio estável que foi irremediavelmente perdido. E, assim, de maneira pouco política e irresponsável, as autoridades portuguesas entregaram à guarda da UPA, grupo armado de assassinos ao serviço dos interesses americanos, os povos com quem convivemos durante centenas de anos. Este convívio nem sempre foi feito da melhor maneira, mas mais por culpa das autoridades que preferiam, em vez do respeito mútuo, incutir em terra alheia a submissão e o medo, esquecendo os valores do humanismo cristão que tanto apregoavam.

Só muito mais tarde adoptaram a política da “psico”, tentando atrair as populações africanas a aldeamentos modelo guardados pelos “flechas” e visitados pelos altos governantes, como exemplo da convivência com os povos nativos.

Quitexe 61 - Uma Tragédia Anunciada, João Nogueira Garcia

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

PSICO-POLITICA LOCAL

Ainda a questão das quotas para mulheres…

versus mulheres kotas…

pass

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O “Camarada” ARNALDO PIMENTA

– é um tipo fixe…”porém”é dragão fanático…

- é um ex combatente…

- é candidado a “presidente da junta de argivai” …

- é um válido elemento da oposição ao “poder laranja”

-é uma mais valia para a cidadania local

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

ENCONTRO com D. SEBASTIÃO

Encontro com D. Sebastião

As ondas baloiçam

no mar da Póvoa.

O mar enrola na areia

e tráz consigo uma caravela

 

Eis que chega D. Sebastião

O ETERNO RETORNADO.

Segue sempre em frente

na sua satisfação insatisfeita

Encontro-me com ele numa esquina:

- Que me queres Pá? Conheço-te de onde?

-Amigo sou SEBASTIÃO “o Desejado”..

-Tu ?! Não brinques comigo !!!

Chegou D. Sebastião barbado

e cabelo grande…

Chegou D. Sebastião mais parecido

no vestir e na forma com um hippy…

Se és D. Sebastião

se és meu amigo,

fala comigo!

Diz-me então porque voltaste!

Voltei porque a raposa matreira

me disse que aqui os rios cantavam

e que tudo nascia e não morria

como em eterma Primavera !

Sim és D. Sebastião.

Sonhas sempre! sonhas Sempre!

Serás sempre Jovem! sempre o Serás!

Agora Vê !Que vale sonhar Sebastião?

Sim dizes bem

que vale sonhar!

pois vale para acordarmos depois

e sentirmos como eu agora-triste

triste por ver que as pedras emagrecem

no desgastante andar dos famintos

pelas calçadas.

triste por ver que as folhas continuam

a envelhecer…

…que tudo morre…

…e nada chega a VIVER !!!

Póvoa de Varzim, 23 de Agosto de 1976

in” Poesia Incontinente- ngola gomes

renato gomes pereira

sábado, 20 de junho de 2009

O PCP na ordem...em 25 Novembro de 1975

Fonte: ANGOTERRA


Quem é que em 1975 pôs o PCP na ordem? Eu.
Jaime Neves reage às críticas dos comunistas e recorda o problema de África
O coronel Jaime Neves, figura preponderante dos operacionais do golpe militar de 25 de Novembro de 1975, desvalorizou as críticas do PCP à sua anunciada promoção a general, noticia a Lusa.
«Quem é que em 1975 pôs o PCP na ordem? Quem é que travou o PCP? Quem é que os obrigou a encolherem-se? É natural que eles não gostem de mim, eu também não tenho simpatia por eles. No entanto respeito-os. É natural que sempre que possam mandem uns pontas-de-lança mandar umas bocas ou façam uns comunicados. Mas eu tenho uma coisa a dizer: os cães ladram, a caravana passa», disse.
Para Jaime Neves, a promoção traduz um «reconhecimento tardio» da sua acção como chefe militar. «Foi a frase que o senhor Chefe de Estado-Maior do Exército usou, reconhecimento tardio. E tive que dizer que sim. E obrigado e fico à espera. Disse-me que o diploma tinha sido enviado para o senhor Presidente da República e que quando viesse falaria comigo. Estou à espera», relatou.
O problema de África
«Na altura não me apercebi bem do que era abandonar África, não dei o devido relevo. Se eu me tivesse apercebido que íamos abandonar África com certeza que não sei se entraria [na revolução de Abril]. Pelo menos não tomava parte activa», disse.
Para Jaime Neves, o «problema de África tinha que ser resolvido», mas os responsáveis políticos do pós-25 de Abril em Portugal demitiram-se de «controlar a independência».
«A independência devia ter sido controlada por nós. Angola e Moçambique tinha muitos brancos já nascidos lá. Lembro-me em Moçambique de haver a quinta e sexta geração. Como é, foram ignorados? Tinham que ter uma palavra a dizer», referiu.
E acrescentou: «Havia muitas maneiras de ficarmos em África. Não sou um defensor do Portugal inalienável e indivisível. Se a Guiné não aguentava, tenho muita pena, largávamos a Guiné. Mas isso não nos obrigava a largar Angola e Moçambique. Em Angola, quando se deu o 25 de Abril, não havia um tiro há seis meses.»
«Éramos uma espécie de bombeiros voluntários do país»
O coronel, que se notabilizou na unidade de Comandos em África e na Índia, frisou que participou na revolução de Abril «com convicção», após uma conversa que teve, já em Lisboa, com Otelo. No entanto, tudo começou a mudar uma vez deposto o Estado Novo.
«A seguir ao 25 de Abril eu fiquei em Lisboa com 500 homens. Éramos uma espécie de bombeiros voluntários do país. Fui para o Limoeiro quando os presos se revoltaram e pegaram fogo àquilo tudo, fui para a TAP para ver se metia os gajos a trabalhar, fui para imensas esquadras onde a população fechava os polícias, chamava-lhes nomes não havia autoridade neste país. Não foi para isso que fiz o 25 de Abril. Então eu fiz o 25 de Abril para instaurar no nosso país a indisciplina e a falta de respeito? Isso não», disse.
À «indisciplina e anarquia» Jaime Neves acrescenta outra razão: «Eu não fiz o 25 de Abril para ver o PCP e forças de extrema-esquerda a assenhorarem-se deste país e a mandarem em tudo.»
Hoje com 73 anos, o antigo operacional dos Comandos admitiu ter sido «o homem certo, no local certo e na hora exacta», desvalorizou a notoriedade alcançada em 1975 e disse que «não mudou nada» na sua vida depois de ter protagonizado acontecimentos marcantes da História recente de Portugal.
«Estive sempre a comandar o regimento de comandos e saí em 1981. Depois fui trabalhar 12 anos com o meu amigo e empresário Jorge de Brito e, ao fim desse tempo, uns companheiros meus dos comandos convidaram-me e fundámos uma empresa de segurança», relatou.
«Não posso estar satisfeito com a situação actual do nosso país se olho à minha volta e vejo tudo descontente. Chego eu próprio a pôr em dúvida se valeu a pena.
Honestamente», concluiu.


retirado de:

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Confusão… ou neurónios queimados?

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Durante muito tempo, não tive resposta

para o fenómeno… Sempre me habituei ao

barulho das genstes e das cidades…

quem viveu na Luanda dos anos 70, ou

noutra qualquer cidade cosmopolita do mundo

sabe que a vida corre a uma velocidade estonteante

e o barulho é próprio e natural e temos que

entabular conversa uns com os outros

no meio desse barulho de sons mecânicos e vozes humanas…

Custa-me a perceber pessoas que chamam à vida confusão…

..e que mandam calar todos, e querem silêncio

e acusam-nos de falar muito alto…

como se fossemos bestas ou animais…

Concluo que são pessoas que “fundiram a cuca” ou

tem os neurónios “queimados”

Viva o barulho exterior !!! Viva o falar alto !!!

Viva o silêncio interior… da alma !!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

os ex-combatentes



http://www.apvg.pt associação portuguesa de veteranos de guerra

segunda-feira, 11 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

o jacaré fugiu …

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  qqa  
     
   pangare  
     
  jango  
     
  J0337280  

terça-feira, 5 de maio de 2009

Reavivar a história ...da descolonização vergonhosa


deslocados, refugiados e retornados

Fonte e origem destas fotos:






domingo, 3 de maio de 2009

Aguardando Justiça...


Fonte: http://retornados.home.sapo.pt/
(adaptação e imagem da autoria do blog)

A CHEGADA
Foi num 10 de Junho do ano de 1975
(Dia da Raça ou de Camões, como queiram),
data em que pisaram, pela primeira vez, a terra portuguesa, ficando a traineira Bengo abandonada e triste, apodrecendo num cais de Lagos.
A Capitania recolheu os refugiados.
Foi então que ouviram a nova palavra Retornado,
escrita numa guia, passada pelas autoridades,
para se apresentarem em Lisboa
no IARN [Instituto de Apoio aos Retornados Nacionais]
recém-criado pelo governo português de então,
para Apoio aos refugiados que chegavam, diariamente,
das Ex-colónias portuguesas de África.
Danny chamaram-nos de Retornados?
Quem?
Aquele marinheiro da Capitania, o de boné sebento,
barba por fazer e cravo encarnado no peito da farda!
Esse mesmo!
Sou refugiado e não Retornado dizia-lhe o Malaquias, bastante aborrecido!
Nem sou de cá!
Não nasci em Portugal!
Sou de Angola, de Lobito!
Refugiado e funcionário de Portugal, SIM...
Uma velha camioneta, estacionada debaixo de uma frondosa árvore, ia partir para Lisboa. Entraram. A viatura ainda tinha lugares vagos e iria parar, sucessivamente, na Vila do Bispo, Aljezur, Sines e Alcácer do Sal, antes de rumar para o IARN.
Danny observava a cidade através da janela da velha camioneta,
que largava para o ar uma densa fumarada negra.
Todos os passageiros estavam calados e espantados com o que viam.
Passaram por uma das ruas de Lagos, onde decorria uma manifestação do PC, no meio de bandeiras encarnadas e cartazes:
Mais nenhum soldado mais para África,
Portugal para os portugueses,
África para os africanos
O Malaquias assim falou ao companheiro:Isto está mau, caro amigo, penso que pior que Angola donde saímos, há já algumas semanas...
O motorista da fumegante e velha camioneta, rangendo os dentes, abrandou a marcha e viu-se engolido e forçado a parar junto a uma esplanada, para deixar avançar o desfile, cujos manifestantes entoavam, cedenciadamente, as tais palavras de ordem.:
o povo unido jamais será vencido...
Ao verem a camioneta com as letras do IARN,
os manifestantes e os circunstantes tomaram mais ânimo e desataram aos berros:
Seus colonialistas vão mas é para as vossas terras! Correram connosco de lá e agora vêm tirar os poucos empregos que temos para os nossos filhos...
O motorista, de barba de vários dias, camisa bem suada nos sovacos e boné descaído sobre a testa, animado pelo ruído da rua, foi comentando, enquanto palitava os dentes ainda com bocados do pastel de bacalhau comido na tasca do tio Zé:
Pois é verdade! Já éramos poucos aqui e agora passo os dias a levar esses malandros dos retornados para o IARN, em Lisboa. Para os nossos filhos, os desta terra, nem uma camioneta para irem para as escolas, aqui a dois passos...
Malaquias, mesmo sem querer, entrou na conversa:
Olha, senhor motorista, se vocês tivessem feito uma descolonização “exemplar” e não um simples abandono das colónias ao bicho-homem, nós não estaríamos aqui, agora, entende!
O motorista desviou-se de um caixote de tomates, caído no pavimento, e não deu resposta ao seu interlocutor com a face queimada pelo mar, para bem de todos os passageiros já inquietos com o tom da conversa...
Entretanto, a manifestação política deixara a rua livre e concentrava-se, agora, na Praceta da Revolução, previamente preparada com altifalantes, tribuna de tábuas pregadas e bidons. A camioneta conseguiu seguir viagem pela marginal, com o mar à esquerda e as praias cheias de veraneantes, pois decorria o mês de Junho do ano de 1975.


autoria dos textos:
ADRIANO DE ALMEIDAGOMINHO
[narrativa 1975-2005]
Jubilado da Aviação Civil, em Portugal
Ex-administrador em Timor,
Estudante do IV ano de Direito, em Lisboa.
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DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR
ou GAIVOTAS QUE VOAM
[RETORNADOS DAS EX-COLÓNIAS]
E-BOOK - EDIGOMO
LISBOA,1999/2005

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A LAGARTIXA

  MCj04380380000[1]  
    1
  MCj04369090000[1] lagartixa
     
  MCj04369120000[1] gulosa
     
  MCj04369080000[1] reti
ra
     
  Family cuddling. a

unidade
  MCj04316220000[1] queimando

......TERRA ......MAR......E.......AR......

segunda-feira, 27 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

NO JORNAL a letra escura…

No Jornal a letra escura

ontem a três colunas dizia

não sei se verdade ou utopia,

podíamos entrar em ditadura.

Só não caí da cadeira

porque não era velha

mas ao pulo que dei

ela ficou de que maneira!!!

Podíamos entrar em ditadura…

mas que grande diabrura”!!!

Quem foi o da ideia

que pôs o dedo na queimadura ????

Ngola Gomes

in poesia incontinente

Luanda 15 de Fevereiro de 1975

rosa

segunda-feira, 20 de abril de 2009

MEU PÉ DE JINDUNGUEIRO

O MEU JINDUNGUEIRO
No sacrificio das vidas se mantém
uma ditadura
ou duas
Com lágrimas de diamantes
ou petróleos de sangue...
O meu pé de Jindungueiro
lá ficou
no Sambizanga...

Cá -fico eu
aqui
e agora

descalço
de uma Terra
e um País
Que é
chinês,
russo
ou americano

mas que
nunca mais será
verdadeiramente
africano ...
...Como eu Sou
e o meu Jindungueiro!
Renato Pereira - ngola gomes in
Poesia Incontinente