EDITORIAL

SOMOS MUITOS...
Uns como civis,
outros militares,
de todos os continentes
e cores, feitios,e ideologia
, de um lado ,de ambos, ou
do outro lado da barricada,
ou de nenhum dos lados...
Este é o espaço de todos os que
em algum tempo da sua vida comungaram passageiramente, ou enraizadamente do solo e cultura do ex-ultramar lusitano...
do brasil a timor, de macau à india...
Na crisa do sol e da chuva,
da lua e da brisa do mar,
comungamos todos esse olhar sem fim
de esperança na Humanidade...
DESERDADOS DA FORTUNA...
Refractários talvez...
DESERTORES? NUNCA !!!

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Nação Crioula…

A Nação Crioula

   
por MANDACHUVINHA     

 “EM exclusivo ao Folha 8, Kamalata Numa diz:
Repare só para as bancadas do Estádio 11 de Novembro se não vai ver apenas os pobrezinhos anestesiados, quase enlouquecidos a dançarem. Enquanto os filhos da elite, dos papazinhos, não vão ao campo, porque não se querem misturar. Estão frente aos seus televisores bem instalados ou, se forem estão lá bem colocados. Porquê? Porque eles não são povo, eles são a super-estrutura deste país, estão acima de tudo e de todos.
Secretário-geral da UNITA,
Kamalata Numa.
Ontem comandante de tropas, General do Exército, hoje Secretário-geral da UNITA “
transcrito da fonte: FOLHA 8"
_____________________________________
                          
        Quem leu a entrevista sabe que aparentemente os principios do Muagai aqueles que levaram à resistência da UNITA, contra o despotismo do monopartidarismo após a independência, são principios favoráveis aos angolanos de cor negra,puros e que não tinham outro destino senão permanecerem no solo angolano…Mas isso não significava que a unita não tivesse mestiços ou brancos no seu seio, desde as primeiras horas, e também muitos dos do projecto do Muangai, tiveram que por forças das várias circunstãncias que se refugiarem na Zambia, Namibia, nos dois Congos, no Brasil,nos EUA, Africa do Sul em Portugal e em muitas outras paragens…
      Claro que Nito Alves e o Poder Popular, estavam errados…mas isso não justifica o 27 de Maio de 1977…
       Angola não é uma questão de mais ou menos melanina, ou ausência total dessa substãncia que escurece mais lou menos a pele, nem de outras caracteristicas sanguineas, tribais ou raciais…
     Ser angolano não é uma questão de ter ou não ter …é uma questão de sentir…Ser angolano não se define..sente-se….e sabe-se que se é…
     Ninguém tem o direito de dizer ao outro. eu sou mais angolano do que tu…Mas já poderá dizer ou sou melhor cidadão do que tu, melhor profissional do que tu, mais militante do que tu, etc.etc…
     A super estrutura dominante em Angola é mais ou menos o que Numa caracteriza como elite…Mas daí a considerar uma nação..vai uma grande distância…
      A mestiçagem é uma realidade e cada vez mais se evidencia tal como no Brasil – o luso tropicalismo…
      E como diz Numa isso não é um mal--- é um bem…
     A mestiçagem é o futuro do mundo…Os “puristas” do Black Power e do Ku klux klan e similares, podem tirar o cavalinho da chuva… a mistura será cada vez maior… e para bem da Humanidade
      Claro que a Diáspora Angolana, é uma “nação” – no sentido estrito da intenciuonalidade do Numa – também ela crioula…crioula no sentido sanguineo, e no sentido cultural…Claro que pos ultimos quarenta/cinquenta anos fizeram que muitos nascidos ou fixados em Angola dela saissem para as mais diversas partes do mundo, criando nessas novas terras adoptivas raizes ,laços e até novas cidadanias…
   Por isso digo que não concordo como projecto da Unita- por vistos vencedor – na nova constituição angolana – a respeito da nacionalidade angolana…em especial na caracterizaçao do angolano originário e suas descendências… 
       Existe uma Angola enorme, espalhada pelo Mundo…e essa Angola esbate-se nas outras culturas e modos de estar, modifica-se e transfigura-se…
      Se não tiverem cuidado um dia “os donos da nação” não se reconhecerão naqueles que partiram um dia…
     É urgente que se criem figuras juridicas internas de admissibilidade de plurinacionalidades…ou duplas ou triplas ou multiplas nacionalidades para os naturais de angola e seus descendentes da diáspora…
     Ontem, Hoje e Amanhã, continuarão a procurar o seu pão fora do território de Cabinda ao Cunene muitos angolanos…os mais afortunados, reguessarão um dia, em férias, ou emvisita dos familiares ou até em investimentos..mas a grande maioria apenas conseguiu, ou não, sobreviver nos apaises de adopção…e não mais regressará etanto mais dificil é o regresso , quanto para mais longe foram…
    E sejamos realistas: por muito próspera que seja angola nunca poderá absorver toda a diáspora e seus descendentes em condições satisfatórias…
    E assim a realidade suplanta-nos !!! Mas poderemos facilitar a vida a toda a Diáspora não lhes fechando as portas… e no minimo dos minimos  a  da nacionalidade…
                                            …Crioulos ou não !!!!